DEDICATÓRIA

 

Um Povo só é grande quando tem história.

A Póvoa tem uma bonita história:

a riqueza e a pureza do seu povo.

Este foi o blog que construí para divulgar a tenacidade,

a luta, a inteligência e a honestidade do meu pai.

Graças a Deus ainda está lucidamente activo e vivo!

A sua memória é fantástica.

Amo muito o meu pai e se poeta sou a ele o devo.

José Augusto Simões Faleceu com 94 anos,

nasceu em 20 de Maio de 1922 e faleceu a 17 de Agosto de 2016

Esta é a homenagem e o agradecimento

 que presto a tão grande homem.

Seu filho

Rogério Martins Simões

Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

SIMÕES da Pampilhosa da Serra Actualizado em 27/7/2011

 

  

 José Augusto Simões

O autor deste trabalho

nasceu na Póvoa - Pampilhosa da Serra em 20 de Maio de 1922

 

 

 

Meu Pai

 

António Antunes Simões

Nasceu na Pampilhosa da Serra

 

Abril de 1881

 

 

 

 

 

 

A minha família SIMÕES
Da PAMPILHOSA DA SERRA
Autoria: JOSÉ AUGUSTO SIMÕES
Nasceu na Póvoa em 20 de Maio de 1922
 
A família do meu avô paterno, Francisco Simões, era toda da Pampilhosa da Serra.
Meu avô paterno foi viver para a Póvoa por ter contraído matrimónio com Emília de Jesus Antunes.
A minha bisavó paterna era da família Henriques e o meu bisavô paterno da família Simões, eram da Pampilhosa da Serra. (Agradeço que me informem do nome dos meus bisavós). Neste levantamento não assumem o n.º 1 por desconhecer os seus nomes. (Por aqui já podem reparar que os Simões estão ligados por laços de sangue aos Henriques da Pampilhosa da Serra)
 (Para que se entenda melhor as relações de parentesco dos Simões da Pampilhosa mantemos os números de 1 a 7 acrescentando as descendências conhecidas de cada.
As cores servem para melhor se entenderem as relações de parentescos que se estabelecem entre cada descendente deste sete irmãos)
Os nomes a branco indicam a primeira linhagem conhecida e eram 7 irmãos (por exemplo o meu avô)
A cor amarela nos nomes indica que são primos direitos, por serem filhos de irmãos. Por exemplo: o meu pai António Antunes Simões era primo direito do Abílio Augusto Simões este, por sua vez era filho da tia do meu pai e minha tia-avó Albertina Simões.
A cor verde indica que são primos em 2º grau (este é o meu caso, José Augusto Simões, tomando como exemplo o meu primo, José Maria Simões, filho do Virgílio primo direito do meu pai)
A cor vermelha indica que são todos primos em 3º grau (como é disso exemplo o meu filho Rogério Martins Simões)
 
Os pais do meu avô, Francisco Simões, que descendem de uma HENRIQUES casada com um SIMÕES, ambos da Pampilhosa da Serra, tiveram muitos filhos, mas só consigo localizar, no tempo, o nome de 7:
 
JOSÉ SIMÕES casado com JOAQUINA MARIA (Alcunha Maria "Leitoa") tiveram pelo menos 7 filhos:
 
1.     José Simões,meu tio-avô, (filho mais velho), que casou em Porto de Castanheiro, Freguesia de Teixeira, Arganil. Sei que teve muitos filhos mas não os conheci;
2.     Manuel Simões,meu tio-avô, que casou nas Moradias, mas viveu sempre nas Relvas Velhas;
3.     Albertina Simões,minha tia-avó, que viveu na Pampilhosa da Serra;
4.     César Augusto Simões,meu tio-avô. Casou com Olinda da Paixão (Agradeço ao meu primo Júlio Cortez Fernandes a sua colaboração);
5.     Ana Simões,minha tia-avó, que morreu solteira;
6.     Hermínia Simões, casada com Augusto António minha tia-avó. Sei que teve muitos filhos mas recordo-me de poucos. Apelo aos descendentes, meus primos para me deixarem a lista completa.
6.1 José Maria nasceu em 1980
7.     Francisco Simões,meu avô, que casou na Póvoa.
 
Passo, agora, a mencionar alguns dos meus parentes, filhos dos irmãos do meu avô Francisco Simões:
 
1. JOSÉ Simões, meu tio-avô, (filho mais velho), casou em Porto de Castanheiro, Freguesia de Teixeira, Arganil. Sei que teve muitos filhos mas não os conheci. Aguardo que de lá me escrevam a indicar os nomes dos primos direitos do meu pai.
 
 2. Manuel Simões, meu tio-avô, que casou nas Moradias mas viveu sempre em Relvas Velhas teve 10 filhos.
 
2.1. Abílio Simões, que casou nos Covões, com Maria Garcia. São os pais do meu primo, José Maria Simões, padrinho do meu filho, mais novo, José Manuel Martins Simões;
2. 2. António Simões que casou em Carvalho;
2.3. José Maria Simões, que casou no Cadavoso;
2.4. Alfredo Simões, que casou na Póvoa com Elvira Antão e faleceu em França. Tiveram 4 filhos:
2.4.1. Zulmira Simões, nasceu na Póvoa em 10 de Agosto de 1922 e casou na Trafaria;
2.4.2 José Maria Simões nasceu na Póvoa em 1924
2.4.3. Fernando augusto Simões nasceu na Póvoa em 1929
2.4.4. Sérgio AntãoSimões nasceu na Póvoa em 1933 e faleceu em 10/2007. Teve 5 filhos:
2.4.4.1. Fernando Olímpio da Silva Simões, vive na Suiça e tem dois filhos: David Simões e Dan Simões. (agradeço ao primo Fernando a contribuição prestada)
2.4.4.2. Luís Filipe da Silva Simões, faleceu em 2001.
2.4.4.3. Paulo Alexandre da Silva Simões
2.4.4.4. Américo Manuel da Silva Simões, faleceu em 2001.
2.4.4.5 Ana Cristina da Silva Simões
 
2.5. Antonino Simões, que casou no Sobral;
2.6. Urbano Simões, que casou em Carvalho com Elvira Baptista da Silva;
(Recebi do meu primo Luís Manuel Brás Simões os nomes dos descendentes do primo direito do meu pai. Os nossos agradecimentos)
2.6.1. Américo da Silva Simões que casou,  também em Carvalho, com Maria Carma Simões, já ambos falecidos, o primeiro em 28/04/1972 e a segunda em 12/10/2004. Tiveram dois filhos:
2.6.1.1. Maria Elvira Brás Simões, nascida em Lisboa a 18/8/1954 na freguesia de Escolas Gerais e tem uma filha:
2.6.1.1.1. Ana Rita Simões Delgado
2.6.1.2. Luís Manuel Brás Simões, nascido em Lisboa a 14/8/1960, na atual freguesia de Santo Estevão e tem duas filhas:
2.6.1.2.1. Marta Sofia de Moura Simões
2.6.1.2.2. Joana Sofia de Moura Simões
2.7. Alberto Simões, que casou em Moninho;
2.8. Augusto Simões, que casou na Malhada do Colmeal;
2.9. Jaime Simões, que casou na Lousã
2.10. Conceição Simões, que casou em Carvalho;
(nota: conheci todos, assim como todos os seus filhos).
  
3. Albertina Simões: irmã do meu avô Francisco Simões teve 9 filhos. Quero agradecer às minhas segundas primas a colaboração prestada e graças a elas foi possível identificar os meus primos netos da minha tia-avó:
 
3.1. Virgílio Augusto Simões;
A minha prima Alice Maria de Jesus Gaspar forneceu-me a lista dos primos direitos do meu pai, os filhos do Virgílio Augusto Simões, que passo a transcrever e são 7 
3.1.1. José Maria Simões nasceu em 1917
teve 3 filhos.
3.1.2 Maria da Ascenção Simões nasceu em 1914
teve 2 filhos.
3.1.3.Virgílio Augusto Simões nasceu 1921
Teve 2 filhos.
3.1.4. António Maria Simões teve, nasceu em 1919
2 filhos.
3.1.5. Maria de Jesus de Nazaré
Teve 2 filhos.
3.1.6. Júlio Augusto Simões nasceu em 1924
Teve 1 filho Augusto Simões
3.1.7. Albertina de Jesus Simões,
Teve 1 filha, a Alice Maria de Jesus Gaspar.
(nota: as datas de nascimento foram tiradas da minha memória. Faltam as datas das minhas primas)
 
3.2.Abílio Augusto Simões;
Recebi da minha prima Ernestina Olivença Simões os nomes dos 11 irmãos filhos de (Abílio Augusto Simões) para memória  futura.

3.2.1. António Olivença Simões nascido em 1927 (falecido) teve 4 filhos.
3.2.2. Albertino Augusto Simões nascido em 1930 (falecido) teve 2 filhos
3.2.3.
Abílio Simões de Olivença nascido em 1931 (faleceu bebé 3 anos)
3.2.4.
Maria Suzete Olivença Simões nascida em 1933 (faleceu 9 anos)
3.2.5.
Carminda Olivença Simões nascida em 1935 (tem 1 filha)
3.2.6.
Hermano Olivença Simões nascido em 1938 (tem 2 filhos adoptados)
3.2.7.
José Mário Olivença Simões nascido em 1939 (tem 1 filho)
3.2.8.
Laurentina Olivença Simões nascida em 1941 (tem 1 filha)
3.2.9.
Ernestina Olivença Simões nascida  em 1942 (tem 1 filha)
3.2.10.
Antero Olivença Simões  nascido em 1944 ( tem 2filhos)
3.2.11
Deolinda Olivença Simões nascida em 1946 (tem 2 filhos)
 
3.3. Manuel Augusto Simões;
Solteiro
3.4. Ângelo Augusto Simões;
Solteiro
3.5. António Simões;
4 filhos
3.6. Aurora Simões;
Solteira
3.7. Belmira Simões;
Teve 10 filhos
3.8. Maria José Simões;
Solteira
3.9. Antónia Simões; (Tonita)
Solteira
 
  4. César augusto Simões, casado com Olinda Paixão, que por muitos anos foi parteira, uma bondosa senhora conhecida por Olinda do César. O meu tio-avô teve 6 filhos. (Este levantamento familiar teve a colaboração do meu primo Júlio Cortez Fernandes a quem agradeço.)
4.1. Maria Olinda Simões casou com João Fernandes Carloto e tiveram 5 filhos:
4.1.1 António Maria Fernandes que faleceu em 1992 era casado com Maria de Jesus Cortez, ainda viva, (irmã de António Cortez falecido na Argentina, foi casado com Maria dos Anjos Antão, ainda viva e residente em Buenos Aires, natural da Póvoa, filha de Delfina Antunes e Augusto Antão). António Maria Fernandes e Maria Jesus Cortez tiveram dois filhos:
4.1.1.1. Júlio Cortez Fernandes;
4.1.1.1. José Cortez Fernandes;
 
4.1.2 Conceição Simões falecida em 1972;
4.1.3 Maria Piedade Simões falecida em 1976;
4.1.4 Laura Simões
 
4.2. Amaro Simões,
4.3. António Simões, (Certa)
4.4. Maria Simões (Da Misericórdia)
4.5 José Simões, (Zé Coxo)
4.6 Agostinho Simões
 
5. ANA SIMÕES, Não deixou descendentes.
  
6. Hermínia Simões, minha tia-avó. Sei que teve muitos filhos mas recordo-me de poucos. Apelo aos descendentes, meus primos para me deixarem a lista completa.
 
7. Francisco Simões, o meu avô, que casou na Póvoa com Emília de Jesus Antunes, a minha avó paterna os quais tiveram 7 filhos. Tanto o meu pai e cinco irmãos nasceram na Pampilhosa da Serra:
 
7.1        António Antunes Simões (meu pai);
António Antunes Simões nasceu em Abril de 1881, casou com Maria Ascenção Ramos (meus pais), tiveram 5 filhos:
7.1.1. Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;
7.1.2 José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;
7.1.3 Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;
7.1.4 Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997; (2 Filhos: Almerinda Simões Gaspar e José Augusto Simões Gaspar)
7.1.5 José Augusto Simões, eu, o autor deste trabalho, nasci em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922. Deixo aqui os nomes dos meus filhos:
      7.1.5.1 Rogério Martins Simões, nascido em 5 de Julho de 1949. Tem dois filhos
       7.1.5.1.1. Rogério alexandre Cunha Simões
        7.1.5.1.2. Ana Lúcia Cunha Simões
   7.1.5.2 Jaime Augusto Simões, nascido em 17 de Janeiro de 1952.
    7.1.5.3 José Manuel Martins Simões nascido em 22 de Dezembro de 1955
 
7.2. Aires Antunes Simões;
Aires Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhos:
7.2.1. António de Oliveira Simões, que nasceu em Monforte, Alto Alentejo, no dia 29 de Fevereiro de 1920 e faleceu no dia 2 de Março de 1982;
7.2.2. Ana de Oliveira Simões nasceu Monforte, Alto Alentejo, em Março de 1922.
 
7.3. Albano Antunes Simões;
Albano Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhas:
7.3.1 Ilda da Silva Simões nasceu em 1914 em Lisboa;
7.3.2 Alzira da Silva Simões, que nasceu em 1920 em Lisboa.
 
7.4. Maria da Piedade Simões
Maria da Piedade Simões, minha tia, mãe de 5 filhos:
7.4.1 António Maria Simões Dias nasceu a 21 de Maio de 1923 e faleceu em 1966;
7.4.2. Aires Simões Dias nasceu em 1925 e faleceu com 2 anos de idade;
7.4.3. Eduardo Simões Dias nasceu a 5 de Novembro de 1927;
7.4.4. Lurdes Simões Dias nasceu o dia 5 de Novembro de 1929;
7.4.5.  Maria da Solidade Simões Dias nasceu no dia 1 de Janeiro de 1931.
 
7.5. Maria de Lurdes Simões (a minha madrinha);
Maria de Lurdes Simões, minha madrinha e tia, teve 2 filhos:
7.5.1. Artur Simões de Almeida nasceu em 1929 e faleceu com 20 anos de idade;
7.5.2. Fernanda Simões de Almeida Rodrigues nasceu em 1934 e é mãe da médica Dra. Manuela de Almeida Rodrigues;
7.6. Maria da Solidade Simões;
Maria da Solidade Simões, minha tia, (faleceu em França) teve 1 filho:
7.6.1 José Maria Antunes, que nasceu no dia 19 de Março de 1928 e faleceu em França.
(nota: Dou graças por ter recuperado a casa dos Simões da Póvoa. Que bonita que está).
 
7.7. Maria Lusitânia Simões que nasceu na Póvoa;
Maria da Lusitânia Simões, minha tia, mãe de 2 filhas:
7.7.1. Maria Luísa Simões;
7.7.2. Deonilde Simões.
 
Esta é a minha linhagem por parte dos Simões da Pampilhosa da Serra. O meu pai tinha 86 primos direitos, filhos de irmãos.
Espero ter contribuído para reescrever, um pouco, a linha parental dos Simões da Pampilhosa. E àqueles que ainda podem concluir esta minha memória deixa um desafio: completem ou rectifiquem.
Em memória da minha mãe Maria Ascenção Ramos que me ensinou os nomes de todos aqueles que não conheci.
José Augusto Simões
2004-02-23
 
Qualquer contacto poderá ser feito para o e-mail do meu filho Rogério Martins Simões. poemasdeamoredor@gmail.com
 
Nota final: Meu pai José Augusto Simões, para além de ser um extraordinário pai, um homem íntegro e inteligente, tem uma memória extraordinária. Está vivo à data em que escrevo e seria óptimo que lhe dessem notícias dos seus parentes descendentes dos Simões e dos Henriques da Pampilhosa da Serra.
Em tempos, o meu falecido primo Aires Simões chegou à conclusão que o ANTÓNIO SIMÕES, antigo e extraordinário jogador do Benfica, descendia da nossa família.
Encontro uma certa dificuldade em obter os nomes dos nossos familiares quando eles descendem de nossas tias avós, pois perderam por casamento o nome da família, apesar de serem tanto Simões como eu sou.
Existem, depois, aqueles que tiveram de partir da Pampilhosa, por casamento, cujos descendentes desconhecem a sua ascendência da Pampilhosa da Serra, tal como desconhecemos o nome do mais velho Simões que casou com uma senhora da família Henriques da Pampilhosa da Serra. De uma coisa podem ter a certeza - todos aqueles que aqui se vêm retratados: descendem de um Simões e de uma Henriques da Pampilhosa da Serra do século 19 (XIX) ou mesmo do século 18 (XVIII).
Por favor colaborem! Mandem fotos antigas da família, ou histórias interessantes da família, por e-mail que terei muito gosto em as colocar neste blog do meu pai ou no meu: http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt
Saudades
Rogério Martins Simões
Actualizado em 24/12/2011
 
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Terça-feira, 26 de Julho de 2011

RAMOS a minha família

(foto Padre Pedro)

 

RAMOS

A minha família

 

A família do meu avô materno, Francisco António Ramos, era da Póvoa.

A minha avó materna, Antónia de Almeida, mãe de minha mãe, Maria da Ascenção Ramos, era da família Almeida de Moniho.

Moninho, terra querida, onde só 4 famílias não pertenciam à minha descendência.

De acordo com um testamento, cujo documento se encontra na posse do meu filho, os meus bisavôs, por parte de minha mãe, são João António e Maria Ramos.

João António era irmão de Joaquina Luiza, com a profissão de fiadeira que nasceu na Póvoa em 1809 e era casada com Manuel Pedro e não tiveram filhos.

Parece-me, lendo aqueles documentos, que Maria Ramos, minha Bisavó, terá casado na Póvoa com o meu bisavô João António que era da Póvoa.

A verdade é que Joaquina Luiza deixou em testamento aos seus sobrinhos e meus avós, Francisco António Ramos e Antónia de Almeida, as propriedades que possuía, nomeadamente, uma terra de milho na chamada “Quebrada” e uma barroca com seis castanheiros e duas testadas, num lugar a que chamam “Vale da Maia”, adquiridas a Manuel Barata e sua mulher Joana Gonçalves.

 

António Ramos, meu tio-avô (irmão do meu avô Francisco António Ramos) teve 4 filhos.

1.     António Maria Ramos, casou com Maria da Trindade e teve 6 filhos:

1.1.          José Maria Ramos nasceu a 5 de Junho de 1916 e faleceu a 7 de Abril de 1991;

1.2.          Albano Lopes Ramos nasceu a 15/8/1919 e faleceu a 21/5/1986;

1.3.           António Maria Ramos nasceu a 9/11/1921;

1.4.          Eduardo Ramos nasceu a 12/10/1924;

1.5.          Alberto Ramos nasceu a 7/4/1933;

1.6.          Maria dos Anjos Ramos nasceu a 25/11/1935

2.     José Maria Ramos casou em Pescanseco e teve 5 filhos;

2.1.          Manuel Ramos;

2.2.          José Ramos;

2.3.          Joaquim Ramos;

3.     Bernardina de Jesus Ramos casou com José Gonçalves e tiveram 3 filhos:

3.1.          Maria Gonçalves nasceu em 1907;

3.2.          Manuel Gonçalves nasceu em 1910;

3.3.          Maria da Encarnação Gonçalves nasceu em 1912.

4.     Maria de Jesus Ramos, casou na Ribeira de Praçais e teve 5 filhos:

4.1.          José Ramos;

4.2.          Eduardo Ramos;

4.3.          Francisco Ramos;

4.4.          António Ramos;

4.5.          Amália Ramos.

5.     Antónia Ramos (Tonita do Vale) não deixou descendentes.

 

Os meus avós, Francisco António Ramos, e Antónia de Almeida tiveram 3 filhos:

1.     António Ramos de Almeida, meu tio, que nasceu no ano de 1875 e faleceu no ano de 1937. Casou com Maria da Conceição, natural de Porto de Castanheira, Freguesia de Teixeira - Arganil. Não deixaram descendentes.

2.     José Ramos de Almeida, meu tio, que nasceu em 17/9/1877 e faleceu em 6/6/1966. Era casado com Palmira da Conceição e tiveram 4 filhos:

2.1.          José Augusto Ramos de Almeida nasceu em 14/10/1917;

2.2.          Maria dos Anjos Ramos nasceu a 1/7/1921;

2.3.          Laura Ramos (Laurita) nasceu 11/8/1922;

2.4.          Eduardo Ramos de Almeida nasceu em 11/12/1930.

3.     Maria da Ascensão Ramos, minha mãe, que nasceu em 6 de Janeiro de 1882 e faleceu em 12 de Março de 1938. Casou com meu pai António Antunes Simões que do seu casamento tiveram 5 filhos:

3.1.          Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;

3.2.          José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;

3.3.          Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;

3.4.          Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997;

3.5.          José Augusto Simões nasceu em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922.

 

Em memória da minha mãe Maria Ascenção Ramos

 

José Augusto Simões

2004-02-23

publicado por poetaromasi às 20:03
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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

ANTUNES

 

 

 

ANTUNES

A minha família

 

A família da minha avó paterna, Emília de Jesus Antunes, que casou com meu avô Francisco Simões, da Pampilhosa da Serra, era toda da Póvoa.

A minha bisavó paterna chamava-se Bernardina de Jesus e o meu bisavô paterno chamava-se Bernardino Antunes.

Os pais da minha avó, Emília de Jesus Antunes tiveram 9 filhos cujos nomes passo a citar:

1.     Antónia Joana Antunes, minha tia-avó, foi mãe solteira de 4 filhos;

2.     Patrocínia de Jesus Antunes, minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos;

3.     Antónia de Jesus Antunes minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos;

4.     Bernardina de Jesus Antunes, minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;

5.     Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos;

6.     José Joaquim Antunes, meu tio-avô teve 4 filhos e foi para o Brasil;

7.     Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos.

8.     António Antunes, meu tio-avô, faleceu solteiro;

9.     Emília de Jesus Antunes, minha avó, teve 7 filhos.

 

Passo agora a mencionar alguns dos meus parentes, filhos dos irmãos da mina avó Emília de Jesus Antunes, primos direitos de meu pai António Antunes Simões:

 

Antónia Joana Antunes minha tia-avó teve de 4 filhos:

1.     Martinha de Jesus Antunes;

2.     Rosalina Antunes;

3.     José Maria dos Santos;

4.     Joaquim Maria Antunes, que casou no Braçal.

 

Patrocínia de Jesus Antunes, minha tia-avó, teve 3 filhos:

1.     Olinda de Jesus Antunes;

2.     Maria dos Santos Antunes;

3.     Preciosa de Jesus Antunes;

 

Antónia de Jesus Antunes minha tia-avó, teve 3 filhos:

1.     Francisco de Almeida Ferreiro;

2.     José de Almeida Ferreiro;

3.     António de Almeida Ferreiro.

 

Bernardina de Jesus Antunes, minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;

 

Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos:

1.     Maria Emília Antunes;

2.     José Maria Antunes. (nota: é da família do Pátio do Carrasco, casou com Emília de Jesus Alexandre, de Moninho e sempre foi meu grande amigo).

 

José Joaquim Antunes, meu tio-avô, teve 4 filhos e foi para o Brasil. Apenas sei o nome de dois dos seus filhos:

1.     Sara Antunes;

2.     Eduardo Antunes.

 

Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos:

1.     Albano Antunes;

2.     Cipriano Antunes;

3.     Francisco Antunes;

4.     José Antunes (o meu padrinho);

5.     Aníbal Antunes, faleceu solteiro;

6.     António Antunes;

7.     Amália dos Santos Antunes;

8.     Beatriz Antunes;

9.     Eduardo Antunes;

10. (um menino que faleceu com 4 anos, afilhado de minha mãe).

 

Emília de Jesus Antunes, a minha avó paterna teve 7 filhos:

1.     António Antunes Simões (meu pai);

2.     Aires Augusto Simões;

3.     Albano Antunes Simões;

4.     Maria da Piedade Simões

5.     Maria de Lurdes Simões (a minha madrinha);

6.     Maria da Solidade Simões;

7.     Maria Lusitânia Simões que nasceu na Póvoa;

Esta é a minha linhagem por parte dos Antunes. Espero ter contribuído para reescrever, um pouco, a linha parental dos Antunes da Póvoa. E àqueles que ainda podem completar esta minha memória deixa um desafio: completem ou rectifiquem-na.

 

Para finalizar esta parte, vou recordar os nomes dos meus primos direitos e os nomes das minhas irmãs e irmão:

António Antunes Simões, nasceu em Abril de 1881, casou com Maria Ascenção Ramos (meus pais), tiveram 5 filhos:

1.     Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;

2.     José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;

3.     Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;

4.     Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997;

5.     José Augusto Simões nasceu em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922.

Aires Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhos:

1.     António de Oliveira Simões, que nasceu em Monforte, Alto Alentejo, no dia 29 de Fevereiro de 1920 e faleceu no dia 2 de Março de 1982;

2.     Ana de Oliveira Simões, nasceu Monforte, Alto Alentejo, em Março de 1922.

Albano Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhas:

1.     Ilda da Silva Simões nasceu em 1914 em Lisboa;

2.     Alzira da Silva Simões, que nasceu em 1920 em Lisboa.

Maria da Piedade Simões, minha tia, mãe de 5 filhos:

1.     António Maria Simões Dias nasceu a 21 de Maio de 1923 e faleceu em 1966;

2.     Aires Simões Dias nasceu em 1925 e faleceu com 2 anos de idade;

3.     Eduardo Simões Dias nasceu a 5 de Novembro de 1927;

4.     Lurdes Simões Dias nasceu o dia 5 de Novembro de 1929;

5.     Maria da Solidade Simões Dias nasceu no dia 1 de Janeiro de 1931.

Maria de Lurdes Simões, minha madrinha e tia, teve 2 filhos:

1.     Artur Simões de Almeida nasceu em 1929 e faleceu com 20 anos de idade;

2.     Fernanda Simões de Almeida Rodrigues nasceu em 1934 e é mãe da médica Dra. Manuela de Almeida Rodrigues;

Maria da Solidade Simões, minha tia, (faleceu em França) teve 1 filho:

1.     José Maria Antunes, que nasceu no dia 19 de Março de 1928 e vive em França.

(nota: Dou graças por ter recuperado a casa dos Simões da Póvoa. Que bonita que está).

Maria da Lusitânia Simões, minha tia, mãe de 2 filhas:

1.     Maria Luísa Simões;

2.     Dionilde Simões.

 

Em memória da minha mãe Maria Ascenção Ramos

 

José Augusto Simões

2004-02-23

publicado por poetaromasi às 17:00
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Terça-feira, 26 de Outubro de 2010

Eduardo Ramos de Almeida, meu primo direito, um homem grande!

 

José Augusto Simões e Laurita Ramos

 

Primos direitos - filhos de irmãos.

 

 

Carlos Ramos de Almeida, deixou um comentário ao post RAMOS a minha família às 01:15, 2010-10-26.

EDUARDO RAMOS DE ALMEIDA

Por seu filho, Carlos Ramos de Almeida


Comentário:
Rogerio, Encontrei este blog por acaso. A tecnologia, na verdade, não tem distância e faz-nos reencontrar com o passado, quando menos esperamos. Eu não esperava encontrar a historia tão detalhada da parte dos meus antecessores, e eis que vejo algo com o qual eu me questionava, há já algum tempo.

Agradeço o tempo que o seu pai, José Augusto Simões, primo direito do meu pai, dispôs na investigação sobre quem eram os nossos avós e bisavós.

O meu pai, Eduardo Ramos de Almeida, nascido a 11 de Dezembro de 1930, era como meu irmão Pedro Almeida mencionou acima, um homem extraordinário. Dentro da sua geração, e limitado pelas contrariedades da vida, teve sempre uma forca tal, que eu e o meu irmão jamais podemos esquecer. Fez-nos homens de sensibilidade e preparou-nos dentro do melhor espírito de dignidade e honestidade que são valores que nos tentaremos transmitir aos nossos filhos.

Gostaria de escrever mais palavras sobre o que eu meu Pai foi e o que representou. Mas, infelizmente, não há vocabulário suficiente para o descrever com mais exactidão. Sinto muito a sua falta, e por muito que eu o disfarce, esse e o meu profundo sentimento. Estou certo que o meu irmão concordara comigo e com estas minhas palavras. Não obstante a tristeza, há lugar para alegria. Uma alegria, por afinal, saber que o meu Pai foi um homem gigante de valores e de dedicação a vida e aos filhos. Uma alegria serena mas forte, que nos conforta para qualquer parte onde nos encontremos. E essa alegria e grande sentimento que levo sempre comigo, em sua memória. Mesmo longe, a viver nos EUA, a sua presença e constante. Jamais desaparecera. Obrigado pelo Post e bem-haja.

Carlos Ramos de Almeida

 

 

 

Nota: Querido primo, nós somos filhos da mesma cepa... Minha Avô era irmã do seu avô e meu tio José Ramos. Toda a família tinha um especial carinho pelo nosso primo, Eduardo Ramos, teu pai.

Já transmiti ao meu querido pai a tua mensagem e ele ficou encantado. Finalmente modifiquei os créditos deste trabalho de investigação, meu pai, teu primo José Augusto Simões

Com muita amizade e muita luz,

Rogério Martins Simões

publicado por poetaromasi às 21:09
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

Sonhos loucos...

 

(José Augusto Simões, Rogério Martins Simões, e Isabel Martins Assunção)

 

SONHOS LOUCOS...

José Augusto Simões

 

Quando eu saí da escola

Comecei a ficar obcecado;

Não queria ficar na aldeia

Só para ser pastor de gado.

 

A agricultura não dava,

Era o que na aldeia existia.

Para procurar outra sorte

Só na sede de freguesia.

 

Um dia, de manhã cedo,

De muito frio, e nevoeiro,

Segui por reles caminhos,

Fui parar a Pessegueiro.

 

Ao chegar a Pessegueiro

Estava lá tudo vazio,

Não parou aí a sorte,

Caminhou para o Machio.

 

Quando cheguei ao Machio,

Procurei-a numa eira,

Ela, aí, não quis parar:

Voou para a Amoreira.

 

Caminhei para a Amoreira

Só encontrei uma rosa,

A sorte não ficou por lá:

Seguiu para a Pampilhosa.

 

 

Não gostou da Pampilhosa

Mas, deixou lá um letreiro:

-“Não vi ninguém na rua,

Caminhei para Janeiro.”

 

Fui procurá-la a Janeiro:

Lindas casas muito belas.

Era quase Fevereiro…

Quando cheguei a Dornelas.

 

Quando entrei em Dornelas

Logo me perdi num quelho

Aí recebi um recado:

-Fui para Unhais-o-Velho.

 

Segui p´ra Unhais-o-Velho,

Procurei-a num passal,

Nem sequer por ali passou,

Foi direitinha ao Vidual.

 

Segui para o Vidual

Uma senhora disse então:

- Menino não me leve a mal;

Foi para a Vila de Feijão.

 

Conhecendo eu bem Feijão,

Gente hospitaleira e gentil,

Todos conheciam a sorte,

Era natural do Cabril.

 

Depressa cheguei ao Cabril,

Estava à porta sentada,

Logo se deitou na cama

De correr estava cansada.

 

Eu corri todo o concelho.

No Cabril perdi a esperança.

Quando olhei para o meu corpo

Era uma pequena criança.

 

Uma senhora me disse:

- Menino não corras à toa!

-Se queres procurar a sorte

Tens de ir para Lisboa.

 

Era uma senhora de idade,

Aceitei o seu conselho,

Ainda estou a ver a velhinha,

Em frente do meu espelho.

 

Nunca encontrei a sorte,

Quando eu precisava dela,

Agora que estou velhinho,

Já posso passar sem ela.

 

Lisboa, 5 de Junho de 2010

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Domingo, 22 de Novembro de 2009

Ti João Barbeiro

(foto Padre Pedro)

João Nunes de Almeida

(Mais conhecido por João Barbeiro)

 

Era natural do Sobral.

Casou na Póvoa, com a senhora Elvira da Piedade que era uma das maiores amigas de minha mãe, Maria da Ascensão Ramos.

Do seu matrimónio nasceram dois filhos: a senhora Maria José Nunes de Almeida, que nasceu no ano de 1914 e actualmente viúva e Antonino Nunes de Almeida, que nasceu em 17 de Março do ano de 1916, já falecido, casado com a senhora Maria do Carmo Nunes da Veiga uma excelente pessoa assim como toda a sua família.

O Antonino, não sendo da minha família e apesar de ter mais seis anos de idade do que eu, era um dos meus maiores amigos. Nascidos na mesma Aldeia sinto por ele uma enorme saudade.

Voltando ao senhor João Barbeiro, nome pelo qual era conhecido, ele era praticamente o médico da Póvoa, assim como da maior parte das Aldeias vizinhas.

Viajava por serras e caminhos de cabra para tratar dos doentes das Boiças, Seiroquinho, Decabelos, Soeirinho, Moninho, Moradias, Carvalho, Sobral de Baixo e de Cima, Covões e de diversas aldeias a sul da Pampilhosa da Serra.

Mas, ainda, fazia serviços da sua profissão no Carvalhal, Aldeia Velha, Adela, Soito, Malhada e Casais do vizinho Concelho Góis.

O senhor João Barbeiro foi, durante anos, creio, até à sua morte, o encarregado do Posto dos Correios da nossa Aldeia.

Os Correios colocaram, à entrada da sua residência, uma caixa onde os habitantes da Póvoa deitavam as suas cartas.

Finalmente retirava as cartas para uma mala, que fechava, e era uma senhora da Póvoa, por acaso da minha família, de nome Maria dos Santos que a transportava para a sede dos Correios da Pampilhosa e que, no retorno, trazia a correspondência destinada aos habitantes da Póvoa a quem fazia a respectiva entrega.

O senhor João Barbeiro era muito “reinadio” Contava, aos miúdos da nossa Aldeia, histórias fantásticas de lobos que com ele se cruzavam, por aqueles péssimos caminhos que tão bem conhecia.

Recordo-me desse tempo, em que o ti João Barbeiro tratava muitas das doenças, com ervas medicinais que tão bem conhecia. No entanto era bastante estudioso, e tinha livros de medicina onde estavam escritas as composições dos medicamentos, que receitava, e que eram compostas na Botica, nome que se dava às actuais Farmácias.

Não poderei esquecer a sua participação na Comissão de Melhoramentos e quero afirmar que o senhor João Barbeiro mais o senhor Alfredo Simão Antunes, o senhor Manuel Mendes de Oliveira e o senhor José Nunes, entre outros, foram aqueles que mais trabalharam para esse fim na Póvoa não esquecendo os outros que quase anonimamente trabalhavam em Lisboa para o mesmo fim, e que tal como ele nunca esperaram ou ficaram à espera de honrarias.

Aquilo que eles fizeram, sem desavenças, e que o ilustre João Barbeiro ficou ligado foi: o Lavadouro público, a abertura da mina, na fonte velha e canalização para a fonte nova no Pereiro e não tenho a certeza se os 5 marcos fontanários.

Lembro que a Comissão de Melhoramentos poucos recursos tinham e com a Câmara Municipal acontecia o mesmo.

Deve-se, de facto, a pessoas como aquele que hoje recordo as pequenas grandes vitórias que tantos engrandeceram a nossa Aldeia.

Estou grato, e deveremos estar agradecidos ao nosso “médico” que tanto ano tratou, abnegadamente, da saúde do povo da Póvoa e de outras aldeias.

Finalizo esta pequena homenagem a este ilustre povoense lembrando, que se alguém mereceu que o seu nome figurasse numa lápide o nosso João Barbeiro merecerá, certamente, uma estátua.

À sua memória e que descanse em Paz.

José Augusto Simões

publicado por poetaromasi às 20:52
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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Jesus

 

 

 

 

JESUS
Rogério Martins Simões
 
Na terra nasceu.
Na terra brincou.
Na terra aprendeu.
Na terra ensinou.
A terra lhe cedeu
Os frutos e o mel.
O homem lhe deu
O vinagre e o fel.
Alguém o viu
Carregar a cruz.
De branco se vestiu
Seu nome era Luz.
Era poeta.
Era sonhador.
Filho e profeta.
Deus do amor.
Cordeiro imolado:
Quem tanto amou!
Da morte libertado
Ressuscitou.
 
Voltou! Da luz:
De luz revestido
De branco cingido,
Seu nome, Jesus.
 
MECO sexta-feira, 10 de Abril de 2009
 
(Dedicado ao saudoso padre José Correia da Cunha)
 
 
 
 
 
SANTA PÁSCOA PARA TODOS
publicado por poetaromasi às 13:10
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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Saudade

 

(Óleo sobre tela

da minha querida e amada companheira

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

SAUDADE
Rogério Martins Simões
 
Logo!, logo muito cedo,
Quando a manhã cereja,
Irrompe a luz sem medo:
Bendita! Bem-vinda seja!
 
Descobre o meu olhar.
Entra sem bater à porta.
Memórias a despontar
Quando o sol já conforta:
 
Velho!, velho moleiro!,
Onde está a vossa mó?
Tenho milho no celeiro
Da lavra da minha avó.
 
Velho!, meu velho oleiro
Para quê a vossa roda?
O pote partiu… primeiro
O cântaro saiu de moda
 
Logo!, logo muito cedo,
Quando o sol me beija,
Irrompe a luz sem medo:
Bendita! Bem-vinda seja!
 
Lá vai o senhor Manuel!,
Com sua junta de bois…
- Que leva no seu farnel
Para comer no depois…?
 
Lá vai senhora Maria
A caminho da horta:
Andai! Que já se fez dia
E a noite bate à porta.
 
Melro que és atrevido
Vai dizer à minha avó:
Que não tenho marido…
Ai!, quanto me sinto só!
 
A galinha cacareja!
O galo anda a monte…!
Passa rente a narceja
Mergulha na água da fonte.
 
E logo, logo muito cedo,
Quando a manhã cereja,
Acendam a luz sem medo…
Em casa tudo boceja…!
 
Os filhos gritam e choram.
Os pais partem apressados.
Só os pardais namoram:
Nos beirais e nos telhados
 
Não há sinos a tocar.
Nem igrejas o almejam…
Perdeu-se o verbo amar:
Nem já filhos se desejam.
 
E vós meu velho ferreiro
Onde tendes vossa forja…
Ceifeira partiu primeiro
Foi-se!, e sobrou a corja…
 
A corja… anda perdida!
Ao povo falta o pão!
As poupanças de uma vida
Que nem valem um tostão.
 
E eu!, volto p´ra aldeia
Vou semear a ventura
Conservai a velha candeia…
Irei colher na ternura.
 
E logo, logo muito cedo,
Quando a manhã me veja
Acolherei a luz sem medo
Bem-vinda! Bendita seja!
 
Lisboa, 8 de Outubro de 2008
 
Concluído em 13-10-2008 22:29
 
publicado por poetaromasi às 21:57
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

O SOL

 

 

 

O SOL
José Augusto Simões
 
Sol divino, Sol divino
Lindo é vê-lo nascer
É mais um dia na vida
Deus nos dá para viver
 
Sol divino, Sol divino
Que ilumina toda a terra
Desde o mais profundo vale
Até ao mais alto da serra
 
Sol divino, Sol divino
Que nos dá tanta alegria
Acaba a noite cerrada
E irrompe o claro dia
 
Sol divino, Sol divino
Nos dá tanta beleza
É a estrela mais bela
Que nos dá a natureza:
 
Quando está ao pé do rio
Em cima de uma cascata
O fundo parece de ouro
A água da cor da prata
 
Todo o ser vivo se mexe
Quando vê nascer o Sol
Os passarinhos cantam
Trina o lindo rouxinol
 
Rouxinol que bem cantas
Onde aprendeste a cantar?
- No cimo daquele salgueiro
Com os ramos a abanar!
 
Todas as aves cantam!
Cada qual com sua voz!
Eu já acompanhei o rio…
Da nascente até à foz
 
Estou velho! tu és menino
Nunca irás envelhecer
Sol divino, Sol divino
Sem ti não posso viver
 
Lisboa, 25/9/2007

 

DEDICADO AO POVO DE PRAÇAIS

PAMPILHOSA DA SERRA

 

OBRIGADO!

publicado por poetaromasi às 00:36
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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

EU NASCI NUMA CASA POBRE


 

(Pampilhosa da Serra foto Padre Pedro)


 

EU NASCI NUMA CASA POBRE

José Augusto Simões

 

Eu nasci numa casa fundeira

Cresci numa casa da serra

As ruas eram a estrumeira

Do esterco se alimenta a terra

 

As casas eram velhinhas

Mas tinham boas lareiras

Minha mãe e as vizinhas

Levavam estrume p´ras leiras

 

Só se juntavam à noite

Ou quando estava a chover

Punham lenha na fogueira

Para todos bem receber

 

Éramos todos primos e amigos

Todos juntos a conviver

Punha-se mais lenha no lume

Foi ali que aprendi a ler

 

Todas elas nos contavam

Cada qual a sua história

Atentos todos escutavam

Tudo ficava na memória

 

Depois de tantas histórias

Coisas que havias nas terras…

Tínhamos as nossas glórias

Subíamos ao alto das serras

 

Quando chegámos ao cimo

Avistávamos o horizonte

Era a serra mais alta

No largo tinha uma fonte.

 

Saía a água da rocha

Muito pura e cristalina

Logo os dois nos baixámos

Para beber água tão fina.

 

Quando olhámos os astros

Vimos o sol a nascer

Era a coisa mais bonita

Que podia acontecer

 

Depois de o sol arraiar

Corremos todos os montes

Em todos os vales corria

Água em todas as fontes

 

Terras cobertas de matos

Tão bonitas, uma beleza

Todas ali se criaram

Com o sol da natureza

 

Depois descemos para a aldeia

Com saudade e alegria

Já sabíamos muitas coisas

Era verdade o que se dizia.

 

Já na escola fui aprender

A lição que já sabia

Recordo e não irei esquecer

A lição de astrologia.


 

 

Lisboa, 12 de Dezembro de 2006

sinto-me: Poema de 2006
publicado por poetaromasi às 00:07
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Todos os poemas escritos e publicados neste blog

da autoria de Rogério Martins Simões,

ou sob pseudónimo, ROMASI,

estão devidamente protegidos pelos direitos de autor.

(Registados no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)






Memórias e poesia de um Beirão

nascido em Maio de 1922.

.Poesia e muita sabedoria de um poeta serrano com 91 anos



Obrigado pela visita ao blog do meu pai,

homem notável, impedido de estudar

por ter ficado órfão de pai e mãe aos 14 anos.

A sua memória é notável

sabe de tudo

é uma casa cheia!

Viva a poesia.

e se a vida não nos conhecer

porque nos esqueceu,

lembremos à vida que existimos e vivemos.

Obriga meu querido pai

por me ter ensinado

a escrever poesia

Seu filho, vosso filho

Rogério Martins Simões



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