DEDICATÓRIA

 

Um Povo só é grande quando tem história.

A Póvoa tem uma bonita história:

a riqueza e a pureza do seu povo.

Este foi o blog que construí para divulgar a tenacidade,

a luta, a inteligência e a honestidade do meu pai.

Graças a Deus ainda está lucidamente activo e vivo!

A sua memória é fantástica.

Amo muito o meu pai e se poeta sou a ele o devo.

José Augusto Simões Faleceu com 94 anos,

nasceu em 20 de Maio de 1922 e faleceu a 17 de Agosto de 2016

Esta é a homenagem e o agradecimento

 que presto a tão grande homem.

Seu filho

Rogério Martins Simões

Terça-feira, 26 de Maio de 2015

Perdi-me na floresta

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PERDI-ME NA FLORESTA

José Augusto Simões

 

Entrei um dia numa floresta

Para ver as árvores floridas

Acabei por fazer a sesta

Depois de tantas fadigas.

 

Assim de tanto eu andar

No meio daquele arvoredo

Deitei-me a descansar

E comecei a sentir medo.

 

Já não sabia onde estava.

Não reparei no caminho.

Queria ver o que gostava,

Mas estava ali sozinho.

 

A noite estava a chegar,

Não sabia por onde sair,

Estava quase a chorar,

Não sabia onde dormir.

 

Depois de tanto pensar

Uma voz perto me disse

- Eu te irei ajudar

Não caías noutra tolice.

 

Apareceu uma velhinha

Que a sorrir mais falou:

A floresta é toda minha,

Mas, não te digo quem sou.

 

Foi num dia de primavera,

Recordo-me de a ver sorrir.

Nunca soube quem ela era,

E eu não estava a dormir…

 

Lisboa, 6 de agosto de 2013

 

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Quarta-feira, 27 de Julho de 2011

SIMÕES da Pampilhosa da Serra Actualizado em 27/7/2011

 

  

 José Augusto Simões

O autor deste trabalho

nasceu na Póvoa - Pampilhosa da Serra em 20 de Maio de 1922

 

 

 

Meu Pai

 

António Antunes Simões

Nasceu na Pampilhosa da Serra

 

Abril de 1881

 

 

 

 

 

 

A minha família SIMÕES
Da PAMPILHOSA DA SERRA
Autoria: JOSÉ AUGUSTO SIMÕES
Nasceu na Póvoa em 20 de Maio de 1922
 
A família do meu avô paterno, Francisco Simões, era toda da Pampilhosa da Serra.
Meu avô paterno foi viver para a Póvoa por ter contraído matrimónio com Emília de Jesus Antunes.
A minha bisavó paterna era da família Henriques e o meu bisavô paterno da família Simões, eram da Pampilhosa da Serra. (Agradeço que me informem do nome dos meus bisavós). Neste levantamento não assumem o n.º 1 por desconhecer os seus nomes. (Por aqui já podem reparar que os Simões estão ligados por laços de sangue aos Henriques da Pampilhosa da Serra)
 (Para que se entenda melhor as relações de parentesco dos Simões da Pampilhosa mantemos os números de 1 a 7 acrescentando as descendências conhecidas de cada.
As cores servem para melhor se entenderem as relações de parentescos que se estabelecem entre cada descendente deste sete irmãos)
Os nomes a branco indicam a primeira linhagem conhecida e eram 7 irmãos (por exemplo o meu avô)
A cor amarela nos nomes indica que são primos direitos, por serem filhos de irmãos. Por exemplo: o meu pai António Antunes Simões era primo direito do Abílio Augusto Simões este, por sua vez era filho da tia do meu pai e minha tia-avó Albertina Simões.
A cor verde indica que são primos em 2º grau (este é o meu caso, José Augusto Simões, tomando como exemplo o meu primo, José Maria Simões, filho do Virgílio primo direito do meu pai)
A cor vermelha indica que são todos primos em 3º grau (como é disso exemplo o meu filho Rogério Martins Simões)
 
Os pais do meu avô, Francisco Simões, que descendem de uma HENRIQUES casada com um SIMÕES, ambos da Pampilhosa da Serra, tiveram muitos filhos, mas só consigo localizar, no tempo, o nome de 7:
 
JOSÉ SIMÕES casado com JOAQUINA MARIA (Alcunha Maria "Leitoa") tiveram pelo menos 7 filhos:
 
1.     José Simões,meu tio-avô, (filho mais velho), que casou em Porto de Castanheiro, Freguesia de Teixeira, Arganil. Sei que teve muitos filhos mas não os conheci;
2.     Manuel Simões,meu tio-avô, que casou nas Moradias, mas viveu sempre nas Relvas Velhas;
3.     Albertina Simões,minha tia-avó, que viveu na Pampilhosa da Serra;
4.     César Augusto Simões,meu tio-avô. Casou com Olinda da Paixão (Agradeço ao meu primo Júlio Cortez Fernandes a sua colaboração);
5.     Ana Simões,minha tia-avó, que morreu solteira;
6.     Hermínia Simões, casada com Augusto António minha tia-avó. Sei que teve muitos filhos mas recordo-me de poucos. Apelo aos descendentes, meus primos para me deixarem a lista completa.
6.1 José Maria nasceu em 1980
7.     Francisco Simões,meu avô, que casou na Póvoa.
 
Passo, agora, a mencionar alguns dos meus parentes, filhos dos irmãos do meu avô Francisco Simões:
 
1. JOSÉ Simões, meu tio-avô, (filho mais velho), casou em Porto de Castanheiro, Freguesia de Teixeira, Arganil. Sei que teve muitos filhos mas não os conheci. Aguardo que de lá me escrevam a indicar os nomes dos primos direitos do meu pai.
 
 2. Manuel Simões, meu tio-avô, que casou nas Moradias mas viveu sempre em Relvas Velhas teve 10 filhos.
 
2.1. Abílio Simões, que casou nos Covões, com Maria Garcia. São os pais do meu primo, José Maria Simões, padrinho do meu filho, mais novo, José Manuel Martins Simões;
2. 2. António Simões que casou em Carvalho;
2.3. José Maria Simões, que casou no Cadavoso;
2.4. Alfredo Simões, que casou na Póvoa com Elvira Antão e faleceu em França. Tiveram 4 filhos:
2.4.1. Zulmira Simões, nasceu na Póvoa em 10 de Agosto de 1922 e casou na Trafaria;
2.4.2 José Maria Simões nasceu na Póvoa em 1924
2.4.3. Fernando augusto Simões nasceu na Póvoa em 1929
2.4.4. Sérgio AntãoSimões nasceu na Póvoa em 1933 e faleceu em 10/2007. Teve 5 filhos:
2.4.4.1. Fernando Olímpio da Silva Simões, vive na Suiça e tem dois filhos: David Simões e Dan Simões. (agradeço ao primo Fernando a contribuição prestada)
2.4.4.2. Luís Filipe da Silva Simões, faleceu em 2001.
2.4.4.3. Paulo Alexandre da Silva Simões
2.4.4.4. Américo Manuel da Silva Simões, faleceu em 2001.
2.4.4.5 Ana Cristina da Silva Simões
 
2.5. Antonino Simões, que casou no Sobral;
2.6. Urbano Simões, que casou em Carvalho com Elvira Baptista da Silva;
(Recebi do meu primo Luís Manuel Brás Simões os nomes dos descendentes do primo direito do meu pai. Os nossos agradecimentos)
2.6.1. Américo da Silva Simões que casou,  também em Carvalho, com Maria Carma Simões, já ambos falecidos, o primeiro em 28/04/1972 e a segunda em 12/10/2004. Tiveram dois filhos:
2.6.1.1. Maria Elvira Brás Simões, nascida em Lisboa a 18/8/1954 na freguesia de Escolas Gerais e tem uma filha:
2.6.1.1.1. Ana Rita Simões Delgado
2.6.1.2. Luís Manuel Brás Simões, nascido em Lisboa a 14/8/1960, na atual freguesia de Santo Estevão e tem duas filhas:
2.6.1.2.1. Marta Sofia de Moura Simões
2.6.1.2.2. Joana Sofia de Moura Simões
2.7. Alberto Simões, que casou em Moninho;
2.8. Augusto Simões, que casou na Malhada do Colmeal;
2.9. Jaime Simões, que casou na Lousã
2.10. Conceição Simões, que casou em Carvalho;
(nota: conheci todos, assim como todos os seus filhos).
  
3. Albertina Simões: irmã do meu avô Francisco Simões teve 9 filhos. Quero agradecer às minhas segundas primas a colaboração prestada e graças a elas foi possível identificar os meus primos netos da minha tia-avó:
 
3.1. Virgílio Augusto Simões;
A minha prima Alice Maria de Jesus Gaspar forneceu-me a lista dos primos direitos do meu pai, os filhos do Virgílio Augusto Simões, que passo a transcrever e são 7 
3.1.1. José Maria Simões nasceu em 1917
teve 3 filhos.
3.1.2 Maria da Ascenção Simões nasceu em 1914
teve 2 filhos.
3.1.3.Virgílio Augusto Simões nasceu 1921
Teve 2 filhos.
3.1.4. António Maria Simões teve, nasceu em 1919
2 filhos.
3.1.5. Maria de Jesus de Nazaré
Teve 2 filhos.
3.1.6. Júlio Augusto Simões nasceu em 1924
Teve 1 filho Augusto Simões
3.1.7. Albertina de Jesus Simões,
Teve 1 filha, a Alice Maria de Jesus Gaspar.
(nota: as datas de nascimento foram tiradas da minha memória. Faltam as datas das minhas primas)
 
3.2.Abílio Augusto Simões;
Recebi da minha prima Ernestina Olivença Simões os nomes dos 11 irmãos filhos de (Abílio Augusto Simões) para memória  futura.

3.2.1. António Olivença Simões nascido em 1927 (falecido) teve 4 filhos.
3.2.2. Albertino Augusto Simões nascido em 1930 (falecido) teve 2 filhos
3.2.3.
Abílio Simões de Olivença nascido em 1931 (faleceu bebé 3 anos)
3.2.4.
Maria Suzete Olivença Simões nascida em 1933 (faleceu 9 anos)
3.2.5.
Carminda Olivença Simões nascida em 1935 (tem 1 filha)
3.2.6.
Hermano Olivença Simões nascido em 1938 (tem 2 filhos adoptados)
3.2.7.
José Mário Olivença Simões nascido em 1939 (tem 1 filho)
3.2.8.
Laurentina Olivença Simões nascida em 1941 (tem 1 filha)
3.2.9.
Ernestina Olivença Simões nascida  em 1942 (tem 1 filha)
3.2.10.
Antero Olivença Simões  nascido em 1944 ( tem 2filhos)
3.2.11
Deolinda Olivença Simões nascida em 1946 (tem 2 filhos)
 
3.3. Manuel Augusto Simões;
Solteiro
3.4. Ângelo Augusto Simões;
Solteiro
3.5. António Simões;
4 filhos
3.6. Aurora Simões;
Solteira
3.7. Belmira Simões;
Teve 10 filhos
3.8. Maria José Simões;
Solteira
3.9. Antónia Simões; (Tonita)
Solteira
 
  4. César augusto Simões, casado com Olinda Paixão, que por muitos anos foi parteira, uma bondosa senhora conhecida por Olinda do César. O meu tio-avô teve 6 filhos. (Este levantamento familiar teve a colaboração do meu primo Júlio Cortez Fernandes a quem agradeço.)
4.1. Maria Olinda Simões casou com João Fernandes Carloto e tiveram 5 filhos:
4.1.1 António Maria Fernandes que faleceu em 1992 era casado com Maria de Jesus Cortez, ainda viva, (irmã de António Cortez falecido na Argentina, foi casado com Maria dos Anjos Antão, ainda viva e residente em Buenos Aires, natural da Póvoa, filha de Delfina Antunes e Augusto Antão). António Maria Fernandes e Maria Jesus Cortez tiveram dois filhos:
4.1.1.1. Júlio Cortez Fernandes;
4.1.1.1. José Cortez Fernandes;
 
4.1.2 Conceição Simões falecida em 1972;
4.1.3 Maria Piedade Simões falecida em 1976;
4.1.4 Laura Simões
 
4.2. Amaro Simões,
4.3. António Simões, (Certa)
4.4. Maria Simões (Da Misericórdia)
4.5 José Simões, (Zé Coxo)
4.6 Agostinho Simões
 
5. ANA SIMÕES, Não deixou descendentes.
  
6. Hermínia Simões, minha tia-avó. Sei que teve muitos filhos mas recordo-me de poucos. Apelo aos descendentes, meus primos para me deixarem a lista completa.
 
7. Francisco Simões, o meu avô, que casou na Póvoa com Emília de Jesus Antunes, a minha avó paterna os quais tiveram 7 filhos. Tanto o meu pai e cinco irmãos nasceram na Pampilhosa da Serra:
 
7.1        António Antunes Simões (meu pai);
António Antunes Simões nasceu em Abril de 1881, casou com Maria Ascenção Ramos (meus pais), tiveram 5 filhos:
7.1.1. Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;
7.1.2 José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;
7.1.3 Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;
7.1.4 Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997; (2 Filhos: Almerinda Simões Gaspar e José Augusto Simões Gaspar)
7.1.5 José Augusto Simões, eu, o autor deste trabalho, nasci em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922. Deixo aqui os nomes dos meus filhos:
      7.1.5.1 Rogério Martins Simões, nascido em 5 de Julho de 1949. Tem dois filhos
       7.1.5.1.1. Rogério alexandre Cunha Simões
        7.1.5.1.2. Ana Lúcia Cunha Simões
   7.1.5.2 Jaime Augusto Simões, nascido em 17 de Janeiro de 1952.
    7.1.5.3 José Manuel Martins Simões nascido em 22 de Dezembro de 1955
 
7.2. Aires Antunes Simões;
Aires Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhos:
7.2.1. António de Oliveira Simões, que nasceu em Monforte, Alto Alentejo, no dia 29 de Fevereiro de 1920 e faleceu no dia 2 de Março de 1982;
7.2.2. Ana de Oliveira Simões nasceu Monforte, Alto Alentejo, em Março de 1922.
 
7.3. Albano Antunes Simões;
Albano Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhas:
7.3.1 Ilda da Silva Simões nasceu em 1914 em Lisboa;
7.3.2 Alzira da Silva Simões, que nasceu em 1920 em Lisboa.
 
7.4. Maria da Piedade Simões
Maria da Piedade Simões, minha tia, mãe de 5 filhos:
7.4.1 António Maria Simões Dias nasceu a 21 de Maio de 1923 e faleceu em 1966;
7.4.2. Aires Simões Dias nasceu em 1925 e faleceu com 2 anos de idade;
7.4.3. Eduardo Simões Dias nasceu a 5 de Novembro de 1927;
7.4.4. Lurdes Simões Dias nasceu o dia 5 de Novembro de 1929;
7.4.5.  Maria da Solidade Simões Dias nasceu no dia 1 de Janeiro de 1931.
 
7.5. Maria de Lurdes Simões (a minha madrinha);
Maria de Lurdes Simões, minha madrinha e tia, teve 2 filhos:
7.5.1. Artur Simões de Almeida nasceu em 1929 e faleceu com 20 anos de idade;
7.5.2. Fernanda Simões de Almeida Rodrigues nasceu em 1934 e é mãe da médica Dra. Manuela de Almeida Rodrigues;
7.6. Maria da Solidade Simões;
Maria da Solidade Simões, minha tia, (faleceu em França) teve 1 filho:
7.6.1 José Maria Antunes, que nasceu no dia 19 de Março de 1928 e faleceu em França.
(nota: Dou graças por ter recuperado a casa dos Simões da Póvoa. Que bonita que está).
 
7.7. Maria Lusitânia Simões que nasceu na Póvoa;
Maria da Lusitânia Simões, minha tia, mãe de 2 filhas:
7.7.1. Maria Luísa Simões;
7.7.2. Deonilde Simões.
 
Esta é a minha linhagem por parte dos Simões da Pampilhosa da Serra. O meu pai tinha 86 primos direitos, filhos de irmãos.
Espero ter contribuído para reescrever, um pouco, a linha parental dos Simões da Pampilhosa. E àqueles que ainda podem concluir esta minha memória deixa um desafio: completem ou rectifiquem.
Em memória da minha mãe Maria Ascenção Ramos que me ensinou os nomes de todos aqueles que não conheci.
José Augusto Simões
2004-02-23
 
Qualquer contacto poderá ser feito para o e-mail do meu filho Rogério Martins Simões. poemasdeamoredor@gmail.com
 
Nota final: Meu pai José Augusto Simões, para além de ser um extraordinário pai, um homem íntegro e inteligente, tem uma memória extraordinária. Está vivo à data em que escrevo e seria óptimo que lhe dessem notícias dos seus parentes descendentes dos Simões e dos Henriques da Pampilhosa da Serra.
Em tempos, o meu falecido primo Aires Simões chegou à conclusão que o ANTÓNIO SIMÕES, antigo e extraordinário jogador do Benfica, descendia da nossa família.
Encontro uma certa dificuldade em obter os nomes dos nossos familiares quando eles descendem de nossas tias avós, pois perderam por casamento o nome da família, apesar de serem tanto Simões como eu sou.
Existem, depois, aqueles que tiveram de partir da Pampilhosa, por casamento, cujos descendentes desconhecem a sua ascendência da Pampilhosa da Serra, tal como desconhecemos o nome do mais velho Simões que casou com uma senhora da família Henriques da Pampilhosa da Serra. De uma coisa podem ter a certeza - todos aqueles que aqui se vêm retratados: descendem de um Simões e de uma Henriques da Pampilhosa da Serra do século 19 (XIX) ou mesmo do século 18 (XVIII).
Por favor colaborem! Mandem fotos antigas da família, ou histórias interessantes da família, por e-mail que terei muito gosto em as colocar neste blog do meu pai ou no meu: http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt
Saudades
Rogério Martins Simões
Actualizado em 24/12/2011
 
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Terça-feira, 26 de Julho de 2011

RAMOS a minha família

(foto Padre Pedro)

 

RAMOS

A minha família

 

A família do meu avô materno, Francisco António Ramos, era da Póvoa.

A minha avó materna, Antónia de Almeida, mãe de minha mãe, Maria da Ascenção Ramos, era da família Almeida de Moniho.

Moninho, terra querida, onde só 4 famílias não pertenciam à minha descendência.

De acordo com um testamento, cujo documento se encontra na posse do meu filho, os meus bisavôs, por parte de minha mãe, são João António e Maria Ramos.

João António era irmão de Joaquina Luiza, com a profissão de fiadeira que nasceu na Póvoa em 1809 e era casada com Manuel Pedro e não tiveram filhos.

Parece-me, lendo aqueles documentos, que Maria Ramos, minha Bisavó, terá casado na Póvoa com o meu bisavô João António que era da Póvoa.

A verdade é que Joaquina Luiza deixou em testamento aos seus sobrinhos e meus avós, Francisco António Ramos e Antónia de Almeida, as propriedades que possuía, nomeadamente, uma terra de milho na chamada “Quebrada” e uma barroca com seis castanheiros e duas testadas, num lugar a que chamam “Vale da Maia”, adquiridas a Manuel Barata e sua mulher Joana Gonçalves.

 

António Ramos, meu tio-avô (irmão do meu avô Francisco António Ramos) teve 4 filhos.

1.     António Maria Ramos, casou com Maria da Trindade e teve 6 filhos:

1.1.          José Maria Ramos nasceu a 5 de Junho de 1916 e faleceu a 7 de Abril de 1991;

1.2.          Albano Lopes Ramos nasceu a 15/8/1919 e faleceu a 21/5/1986;

1.3.           António Maria Ramos nasceu a 9/11/1921;

1.4.          Eduardo Ramos nasceu a 12/10/1924;

1.5.          Alberto Ramos nasceu a 7/4/1933;

1.6.          Maria dos Anjos Ramos nasceu a 25/11/1935

2.     José Maria Ramos casou em Pescanseco e teve 5 filhos;

2.1.          Manuel Ramos;

2.2.          José Ramos;

2.3.          Joaquim Ramos;

3.     Bernardina de Jesus Ramos casou com José Gonçalves e tiveram 3 filhos:

3.1.          Maria Gonçalves nasceu em 1907;

3.2.          Manuel Gonçalves nasceu em 1910;

3.3.          Maria da Encarnação Gonçalves nasceu em 1912.

4.     Maria de Jesus Ramos, casou na Ribeira de Praçais e teve 5 filhos:

4.1.          José Ramos;

4.2.          Eduardo Ramos;

4.3.          Francisco Ramos;

4.4.          António Ramos;

4.5.          Amália Ramos.

5.     Antónia Ramos (Tonita do Vale) não deixou descendentes.

 

Os meus avós, Francisco António Ramos, e Antónia de Almeida tiveram 3 filhos:

1.     António Ramos de Almeida, meu tio, que nasceu no ano de 1875 e faleceu no ano de 1937. Casou com Maria da Conceição, natural de Porto de Castanheira, Freguesia de Teixeira - Arganil. Não deixaram descendentes.

2.     José Ramos de Almeida, meu tio, que nasceu em 17/9/1877 e faleceu em 6/6/1966. Era casado com Palmira da Conceição e tiveram 4 filhos:

2.1.          José Augusto Ramos de Almeida nasceu em 14/10/1917;

2.2.          Maria dos Anjos Ramos nasceu a 1/7/1921;

2.3.          Laura Ramos (Laurita) nasceu 11/8/1922;

2.4.          Eduardo Ramos de Almeida nasceu em 11/12/1930.

3.     Maria da Ascensão Ramos, minha mãe, que nasceu em 6 de Janeiro de 1882 e faleceu em 12 de Março de 1938. Casou com meu pai António Antunes Simões que do seu casamento tiveram 5 filhos:

3.1.          Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;

3.2.          José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;

3.3.          Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;

3.4.          Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997;

3.5.          José Augusto Simões nasceu em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922.

 

Em memória da minha mãe Maria Ascenção Ramos

 

José Augusto Simões

2004-02-23

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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

ANTUNES

 

 

 

ANTUNES

A minha família

 

A família da minha avó paterna, Emília de Jesus Antunes, que casou com meu avô Francisco Simões, da Pampilhosa da Serra, era toda da Póvoa.

A minha bisavó paterna chamava-se Bernardina de Jesus e o meu bisavô paterno chamava-se Bernardino Antunes.

Os pais da minha avó, Emília de Jesus Antunes tiveram 9 filhos cujos nomes passo a citar:

1.     Antónia Joana Antunes, minha tia-avó, foi mãe solteira de 4 filhos;

2.     Patrocínia de Jesus Antunes, minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos;

3.     Antónia de Jesus Antunes minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos;

4.     Bernardina de Jesus Antunes, minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;

5.     Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos;

6.     José Joaquim Antunes, meu tio-avô teve 4 filhos e foi para o Brasil;

7.     Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos.

8.     António Antunes, meu tio-avô, faleceu solteiro;

9.     Emília de Jesus Antunes, minha avó, teve 7 filhos.

 

Passo agora a mencionar alguns dos meus parentes, filhos dos irmãos da mina avó Emília de Jesus Antunes, primos direitos de meu pai António Antunes Simões:

 

Antónia Joana Antunes minha tia-avó teve de 4 filhos:

1.     Martinha de Jesus Antunes;

2.     Rosalina Antunes;

3.     José Maria dos Santos;

4.     Joaquim Maria Antunes, que casou no Braçal.

 

Patrocínia de Jesus Antunes, minha tia-avó, teve 3 filhos:

1.     Olinda de Jesus Antunes;

2.     Maria dos Santos Antunes;

3.     Preciosa de Jesus Antunes;

 

Antónia de Jesus Antunes minha tia-avó, teve 3 filhos:

1.     Francisco de Almeida Ferreiro;

2.     José de Almeida Ferreiro;

3.     António de Almeida Ferreiro.

 

Bernardina de Jesus Antunes, minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;

 

Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos:

1.     Maria Emília Antunes;

2.     José Maria Antunes. (nota: é da família do Pátio do Carrasco, casou com Emília de Jesus Alexandre, de Moninho e sempre foi meu grande amigo).

 

José Joaquim Antunes, meu tio-avô, teve 4 filhos e foi para o Brasil. Apenas sei o nome de dois dos seus filhos:

1.     Sara Antunes;

2.     Eduardo Antunes.

 

Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos:

1.     Albano Antunes;

2.     Cipriano Antunes;

3.     Francisco Antunes;

4.     José Antunes (o meu padrinho);

5.     Aníbal Antunes, faleceu solteiro;

6.     António Antunes;

7.     Amália dos Santos Antunes;

8.     Beatriz Antunes;

9.     Eduardo Antunes;

10. (um menino que faleceu com 4 anos, afilhado de minha mãe).

 

Emília de Jesus Antunes, a minha avó paterna teve 7 filhos:

1.     António Antunes Simões (meu pai);

2.     Aires Augusto Simões;

3.     Albano Antunes Simões;

4.     Maria da Piedade Simões

5.     Maria de Lurdes Simões (a minha madrinha);

6.     Maria da Solidade Simões;

7.     Maria Lusitânia Simões que nasceu na Póvoa;

Esta é a minha linhagem por parte dos Antunes. Espero ter contribuído para reescrever, um pouco, a linha parental dos Antunes da Póvoa. E àqueles que ainda podem completar esta minha memória deixa um desafio: completem ou rectifiquem-na.

 

Para finalizar esta parte, vou recordar os nomes dos meus primos direitos e os nomes das minhas irmãs e irmão:

António Antunes Simões, nasceu em Abril de 1881, casou com Maria Ascenção Ramos (meus pais), tiveram 5 filhos:

1.     Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;

2.     José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;

3.     Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;

4.     Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997;

5.     José Augusto Simões nasceu em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922.

Aires Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhos:

1.     António de Oliveira Simões, que nasceu em Monforte, Alto Alentejo, no dia 29 de Fevereiro de 1920 e faleceu no dia 2 de Março de 1982;

2.     Ana de Oliveira Simões, nasceu Monforte, Alto Alentejo, em Março de 1922.

Albano Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhas:

1.     Ilda da Silva Simões nasceu em 1914 em Lisboa;

2.     Alzira da Silva Simões, que nasceu em 1920 em Lisboa.

Maria da Piedade Simões, minha tia, mãe de 5 filhos:

1.     António Maria Simões Dias nasceu a 21 de Maio de 1923 e faleceu em 1966;

2.     Aires Simões Dias nasceu em 1925 e faleceu com 2 anos de idade;

3.     Eduardo Simões Dias nasceu a 5 de Novembro de 1927;

4.     Lurdes Simões Dias nasceu o dia 5 de Novembro de 1929;

5.     Maria da Solidade Simões Dias nasceu no dia 1 de Janeiro de 1931.

Maria de Lurdes Simões, minha madrinha e tia, teve 2 filhos:

1.     Artur Simões de Almeida nasceu em 1929 e faleceu com 20 anos de idade;

2.     Fernanda Simões de Almeida Rodrigues nasceu em 1934 e é mãe da médica Dra. Manuela de Almeida Rodrigues;

Maria da Solidade Simões, minha tia, (faleceu em França) teve 1 filho:

1.     José Maria Antunes, que nasceu no dia 19 de Março de 1928 e vive em França.

(nota: Dou graças por ter recuperado a casa dos Simões da Póvoa. Que bonita que está).

Maria da Lusitânia Simões, minha tia, mãe de 2 filhas:

1.     Maria Luísa Simões;

2.     Dionilde Simões.

 

Em memória da minha mãe Maria Ascenção Ramos

 

José Augusto Simões

2004-02-23

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Domingo, 22 de Novembro de 2009

Ti João Barbeiro

(foto Padre Pedro)

João Nunes de Almeida

(Mais conhecido por João Barbeiro)

 

Era natural do Sobral.

Casou na Póvoa, com a senhora Elvira da Piedade que era uma das maiores amigas de minha mãe, Maria da Ascensão Ramos.

Do seu matrimónio nasceram dois filhos: a senhora Maria José Nunes de Almeida, que nasceu no ano de 1914 e actualmente viúva e Antonino Nunes de Almeida, que nasceu em 17 de Março do ano de 1916, já falecido, casado com a senhora Maria do Carmo Nunes da Veiga uma excelente pessoa assim como toda a sua família.

O Antonino, não sendo da minha família e apesar de ter mais seis anos de idade do que eu, era um dos meus maiores amigos. Nascidos na mesma Aldeia sinto por ele uma enorme saudade.

Voltando ao senhor João Barbeiro, nome pelo qual era conhecido, ele era praticamente o médico da Póvoa, assim como da maior parte das Aldeias vizinhas.

Viajava por serras e caminhos de cabra para tratar dos doentes das Boiças, Seiroquinho, Decabelos, Soeirinho, Moninho, Moradias, Carvalho, Sobral de Baixo e de Cima, Covões e de diversas aldeias a sul da Pampilhosa da Serra.

Mas, ainda, fazia serviços da sua profissão no Carvalhal, Aldeia Velha, Adela, Soito, Malhada e Casais do vizinho Concelho Góis.

O senhor João Barbeiro foi, durante anos, creio, até à sua morte, o encarregado do Posto dos Correios da nossa Aldeia.

Os Correios colocaram, à entrada da sua residência, uma caixa onde os habitantes da Póvoa deitavam as suas cartas.

Finalmente retirava as cartas para uma mala, que fechava, e era uma senhora da Póvoa, por acaso da minha família, de nome Maria dos Santos que a transportava para a sede dos Correios da Pampilhosa e que, no retorno, trazia a correspondência destinada aos habitantes da Póvoa a quem fazia a respectiva entrega.

O senhor João Barbeiro era muito “reinadio” Contava, aos miúdos da nossa Aldeia, histórias fantásticas de lobos que com ele se cruzavam, por aqueles péssimos caminhos que tão bem conhecia.

Recordo-me desse tempo, em que o ti João Barbeiro tratava muitas das doenças, com ervas medicinais que tão bem conhecia. No entanto era bastante estudioso, e tinha livros de medicina onde estavam escritas as composições dos medicamentos, que receitava, e que eram compostas na Botica, nome que se dava às actuais Farmácias.

Não poderei esquecer a sua participação na Comissão de Melhoramentos e quero afirmar que o senhor João Barbeiro mais o senhor Alfredo Simão Antunes, o senhor Manuel Mendes de Oliveira e o senhor José Nunes, entre outros, foram aqueles que mais trabalharam para esse fim na Póvoa não esquecendo os outros que quase anonimamente trabalhavam em Lisboa para o mesmo fim, e que tal como ele nunca esperaram ou ficaram à espera de honrarias.

Aquilo que eles fizeram, sem desavenças, e que o ilustre João Barbeiro ficou ligado foi: o Lavadouro público, a abertura da mina, na fonte velha e canalização para a fonte nova no Pereiro e não tenho a certeza se os 5 marcos fontanários.

Lembro que a Comissão de Melhoramentos poucos recursos tinham e com a Câmara Municipal acontecia o mesmo.

Deve-se, de facto, a pessoas como aquele que hoje recordo as pequenas grandes vitórias que tantos engrandeceram a nossa Aldeia.

Estou grato, e deveremos estar agradecidos ao nosso “médico” que tanto ano tratou, abnegadamente, da saúde do povo da Póvoa e de outras aldeias.

Finalizo esta pequena homenagem a este ilustre povoense lembrando, que se alguém mereceu que o seu nome figurasse numa lápide o nosso João Barbeiro merecerá, certamente, uma estátua.

À sua memória e que descanse em Paz.

José Augusto Simões

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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

EU NASCI NUMA CASA POBRE


 

(Pampilhosa da Serra foto Padre Pedro)


 

EU NASCI NUMA CASA POBRE

José Augusto Simões

 

Eu nasci numa casa fundeira

Cresci numa casa da serra

As ruas eram a estrumeira

Do esterco se alimenta a terra

 

As casas eram velhinhas

Mas tinham boas lareiras

Minha mãe e as vizinhas

Levavam estrume p´ras leiras

 

Só se juntavam à noite

Ou quando estava a chover

Punham lenha na fogueira

Para todos bem receber

 

Éramos todos primos e amigos

Todos juntos a conviver

Punha-se mais lenha no lume

Foi ali que aprendi a ler

 

Todas elas nos contavam

Cada qual a sua história

Atentos todos escutavam

Tudo ficava na memória

 

Depois de tantas histórias

Coisas que havias nas terras…

Tínhamos as nossas glórias

Subíamos ao alto das serras

 

Quando chegámos ao cimo

Avistávamos o horizonte

Era a serra mais alta

No largo tinha uma fonte.

 

Saía a água da rocha

Muito pura e cristalina

Logo os dois nos baixámos

Para beber água tão fina.

 

Quando olhámos os astros

Vimos o sol a nascer

Era a coisa mais bonita

Que podia acontecer

 

Depois de o sol arraiar

Corremos todos os montes

Em todos os vales corria

Água em todas as fontes

 

Terras cobertas de matos

Tão bonitas, uma beleza

Todas ali se criaram

Com o sol da natureza

 

Depois descemos para a aldeia

Com saudade e alegria

Já sabíamos muitas coisas

Era verdade o que se dizia.

 

Já na escola fui aprender

A lição que já sabia

Recordo e não irei esquecer

A lição de astrologia.


 

 

Lisboa, 12 de Dezembro de 2006

sinto-me: Poema de 2006
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

José Augusto Simões

PAI.jpg

 (José Augusto Simões)

MEU PAI

 

José Augusto Simões, nasceu em 20 de Maio de 1922, no lugar da Póvoa - Pampilhosa da Serra.

Filho de Maria da Ascenção Ramos, (1882 - 1938) e de António Antunes Simões (1881 - 1934).

Descende das famílias Simões e Henriques da Pampilhosa da Serra; dos Antunes e Ramos da Póvoa e dos Almeidas de Moninho. Teve duas irmãs, Maria da Nazaré Simões, empregada nos Hospitais Civis de Lisboa - Hospital de Arroios e Laura da Conceição Simões.

Foi um aluno brilhante na escola da Pampilhosa da Serra onde ganhou diversos prémios escolares: o 1º prémio escolar de 60$00, na passagem da 2ª para a 3ª classe, tendo obtido a nota final de 18 valores e o 1º prémio escolar, também, os 60$00, na passagem da 3ª para a 4ª classe, tendo obtido como nota final 19 valores.

Ingressou na 1ª classe em 1930 que concluiu em 1931. Concluiu a 2º grupo em 1932; a 2ª classe em 1933; a 3ª classe em 1934 e terminou os seus estudos primários, a 4ª classe, em 1935 com a nota final “brilhante com distinção”.

Da 1ª à 3ªclasse foi ensinado pelo Professor Anselmo Ferreira e na 4ª classe pelo Professor Gil.

Apenas pôde concluir a 4ª Classe, porque as vicissitudes da vida o impediram de prosseguir os seus estudos.

O seu maior trauma da infância foi a morte prematura do seu pai e a doença e morte de sua mãe, que, aliado à falta de recursos, tão normal nessa época, o impediu de realizar o seu sonho: “concluir um curso superior”.

Ficou órfão de pai aos 12 anos e de mãe aos 15 anos de idade, tendo migrado para Lisboa onde trabalhou, desde muito cedo, como caixeiro de mercearia até à data em que foi incorporado no serviço militar.

Trabalhou, depois, como “caixeiro-viajante” tendo conhecido todo o país ao serviço da firma “Francisco Simões” que comercializava sacos, batatas e outros legumes.

Em 21 de Abril de 1948, fundou, com seu tio Jaime Rodrigues, natural do Pessegueiro, uma pequena empresa de sacos usados, a firma Jaime Rodrigues & Simões, Lda., que foi a base de sustentação de toda a família, bem como de muitos parentes, amigos e conhecidos.

A sua “sacaria”, na Calçada do Forte em Lisboa, foi sempre ponto de encontro e de reunião entre os conterrâneos e amigos.

Esteve na reorganização da Comissão de Melhoramentos da Póvoa onde foi 1º Secretário nos anos de 1949 a 1950.

Casou com Isabel Martins de Assunção, natural da Malhada, Colmeal, prima direita do actual Presidente do Tribunal Constitucional, Luís Manuel Nunes de Almeida.

Do seu casamento nasceram 5 filhos. As duas filhas faleceram precocemente e estão vivos os restantes filhos do sexo masculino.

Acolheu na sua pequena casa de Lisboa, na Rua do Mirante, parentes ou simplesmente conhecidos. Recordo-me de meus pais cederem a sua cama aos familiares e de terem dormido, em cima de sacos, no seu estabelecimento comercial.

É um homem com um “H” muito grande, dotado de uma memória prodigiosa colocando a honra e a honestidade no cimo do seu pedestal.

Foi brilhante na matemática e em outras ciências tais como a Geografia, as Ciências Naturais, a História e a Aritmética. A sua letra era muito bonita e por isso era o “miúdo” que escrevia e lia as cartas aos seus conterrâneos.

Mas a sua memória não é passiva.

José Augusto Simões sabe de cor as datas de nascimento e da morte de quase todos os seus familiares, amigos e conhecidos, bem como, as datas dos factos mais importantes da sua e da nossa vida  passada e actual. Sabe de cor os nomes de todos os ossos do corpo humano, rios e estradas de Portugal. Desculpem, meu pai é simplesmente brilhante.

Conseguiu passar para o papel, reconstituindo, a árvore genealógica de quase toda a sua ascendência: Simões, Ramos e Antunes (esta desde 1822).

Parte desta reconstituição familiar foi-lhe transmitida, oralmente, por sua mãe Maria Ramos (ti Mariquitas da Póvoa) e conservada na memória do meu pai até à data.

Foi sempre um grande comunicador. Lembro-me de o ouvir contar histórias de fantasiar e de encantar que tanto preencheu o imaginário da minha infância.

Escreveu poesia, pois li alguns dos seus poemas, que expressam bem as amarguras da vida, as coisas boas e simples e o seu amor pelo próximo.

Para que perdurem as lembranças da sua brilhante memória, que podem contribuir para escrever ou rescrever a vida difícil de um povo implantado na Beira Serra, vou trazer alguns artigos que escreveu e continuarei a incentivar para que escreva, pois neles se encontram alusões, menções a pessoas e factos, que fazem a história de uma aldeia a Póvoa da Pampilhosa da Serra e das suas gentes.

Homenagem do seu filho

Rogério Simões

2004 

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Quarta-feira, 5 de Março de 2008

Ontem vi meu pai chorar

(Fonte da Póvoa - Foto de padre Pedro)

Ontem vi meu pai chorar

Ontem meu pai legou-me a cadeira que há 57 anos comprou e onde sempre se sentou. Quando a retirou do escritório e a entregou: eu vi o meu PAI chorar!

Era uma vez um menino órfão que bem cedo abandonou a sua aldeia - A Póvoa - Pampilhosa da Serra.

Deixou para trás a bola de trapos, os companheiros de escola, da brincadeira e do trabalho; as pessoas a quem lia e escrevia as cartas e o trabalho duro da aldeia.

Era muito cedo a manhã. A sua mãe, doente, rezou consigo as últimas orações e entregou ao menino, um saco de pano com as poucas “roupitas coçadas” e um naco de broa para disfarçar a fome na viagem.

Trazia consigo a vontade de vencer e na bagagem a mocidade perdida.

Tinha uma memória espantosa que conservou toda a vida.

Carregava no pensamento a aventura. Era responsável e sonhava vir a ter uma vida melhor (secreta ilusão de quem foi incapaz de renegar a educação).

Percorreu a pé grande distância que o separava da camioneta e soletrava, palavra por palavra, os últimos conselhos de sua mãe.

Finalmente o comboio a carvão que apanhou na Lousã e no dia seguinte chegou à cidade que a partir daí chamou de sua.

Lisboa, nesse tempo, fervilhava de trabalhadores migrantes na sua própria Nação.

A Europa estava em guerra mas, o menino, disso pouco sabia. Recordava-se de um velho parente escutar a telefonia, às escondidas, e de ouvir falar em surdina... Depois não havia jornais: tinha mato para apanhar e o estrume com que se fertilizavam as leiras para carregar.

Tão pequeno e já alombava os cabazes da mercearia!

 - Que importa se já estava habituado! Afinal os passeios eram melhores que o caminho das cabras...

Mas sonhava! Todos os meninos sonham!

Às vezes, ainda há pouco se tinha deitado e já estava levantado para voltar a carregar as mercearias e, enquanto subia as escadas mais íngremes, rezava à espera de um milagre lhe trouxesse de volta a escola para um dia ser “doutor”

Mas sonhava! Sonhava, digo eu, pois o sonho é a compensação de quem tanto sofreu.

O menino queria estudar! Ser alguém! Mas a tragédia tornou a voltar numa Terça-feira - morreu a sua mãe lá na Aldeia!

Nas vésperas, houve uma grande azáfama na Póvoa!

A minha avó, de nome Maria, fez questão em anunciar, nessa sexta-feira, que no dia seguinte partiria numa viagem para o Céu.

E disse à irmã do menino:

- Laura limpa muito bem a casa e logo, quando acabares, vai chamar o Povo.

Mas a menina chorava enquanto limpava a casa com a vassoura de carqueja.

Por fim, lá foi de casa em casa e transmitiu a mensagem da "Ti Mariquitas” e o Povo da Aldeia foi em peso sentir o peso das palavras da minha avó.

Chamou de novo a irmã do menino, e disse:

- Laura vai chamar o “Ti Manuel Barrocas” para me tirar as medidas para fazer o meu caixão.

A minha tia a chorar não queria ir, mas foi!

O dia chegava ao fim e com ele o Sábado (12 de Março de 1938), fim anunciado da mãe do menino.

- Dizem que a minha avó se despediu de todos e pediu perdão de todas as suas ofensas, se ofensa tivera para com alguém.

- Dizem que nessa tarde de Sábado elevou as mãos aos Céus e clamando por Deus a sua alma se elevou para junto dos seus...

Faço aqui um parágrafo: Toda esta história não é uma história ou uma fábula.

Recordo-me do menino, já pai - meu pai - contar que a sua mãe, a minha avó, ainda terá dito:

- O meu filho escreveu-me hoje uma carta! Mas não vai chegar a tempo porque vou morrer e a carta só vai chegar na segunda-feira.

Minha avó faleceu a um Sábado, no dia 12 de Março de 1938, e foi sepultada ao Domingo como ela sempre pediu ao seu DEUS

Meu pai só recebeu a notícia por carta, na mercearia da Rua do Grilo, na Terça-feira dia 15 de Março de 1938.

Tudo isto foi-me contado em menino por meu pai e confirmado por parentes que presenciaram os factos e a sua vida.

Lisboa, 25 de Agosto de 2004

Rogério Simões

sinto-me: Foto padre Pedro
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

Veja aqui a pintura da esposa do meu filho Rogério

Quadros de Elisabete Palma

 


 

 

http://www.youtube.com/watch?v=iokb8FXy3Gw

 

 

http://video.google.com/videoplay?docid=8291487629655378595&hl=en

 

 

 

 


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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2007

O trabalho agrícola nos anos 40 do século XX

(foto padre Pedro)




O Trabalho agrícola na nossa aldeia, a Póvoa, nos anos 40 do século XX

(texto da autoria do meu pai e meu mestre de poesia)

Começo pelo primeiro trabalho que se fazia naquela época.

Todos os dias, quase todos os homens que lá estavam, e algumas mulheres, iam cortar um molho de mato. Carregavam-no às costa para os currais do gado ou para colocar nas ruas que serviam de estrumeiras.

Havia também, embora em menos quantidade, quem fizesse o transporte em carros de bois.

Este mato, depois de podre e bem curtido, fazia-se em estrume para adubo das terras de cultivo.

A primeira sementeira que se fazia era a do centeio, semeado em terras de sequeiro e nos alqueives, não levava rega nenhuma. Era semeado em finais de Dezembro ou princípios de Janeiro, e ceifado no mês de Julho. Era atado. em molhos e ficava no campo para secar bem. Depois, era todo malhado no Largo da Capela de Santa Eufémia.

Para malhar, era costume ter a participação de oito (8) homens, quatro de cada lado, cada qual tinha o seu "mangualde" com que malhava o centeio até sair todo o grão.

Depois disso, era levantada a palha com uma forquilha e atada em molhos que se guardavam nos palheiros.

O centeio, que ficava no chão, era tirado com uma vassoura própria, até ficar limpo. Além disto era ajoeirado ao vento, mas, mesmo assim, ainda era lavado e, depois, seco ao sol. Só depois estava pronto para ir. para o moinho.

A preparação do recinto de malhar, neste caso o Largo da Eira ou da Capela, também obedecia a certos rituais.

O largo era todo bem varrido (mais que uma vez) e barrado com fezes de bois (bosta), até agarrar bem. Esperava-se que secasse, estava então pronto para a malha.

Retomando as sementeiras, o cultivo seguinte era o do milho.

O milho era semeado nos meses de Março e Abril. A terra era lavrada ou cavada e, depois, gradada ou arrasada até ficar plana para lhe ser espalhado o estrume. Ao fazer os regos, o chamado acto de marejar, o estrume ficava alagado na terra junto com o grão do milho.

Quando o milho já estava crescido era sachado e, depois, arralado, quer isto dizer, compassado como devia ficar para criar espigas como deve ser. Depois disso, eram feitos regos para passar a água em leiras, para regar de forma uniforme todo o milho. Antes, porém, era todo empalhado com mato para segurar a terra.

Quando o milho já estava criado, assim como as espigas, era-lhe cortada a cana, junto às espigas. As canas com bandeira deixavam-se ficar para que o grão ficasse mais grosso.

A palha resultante deste corte, era carregada em molhos e deixava-se a secar junto às hortas. Depois de bem seca eram feitos molhinhos mais pequenos a que se chamavam fachas.

Estes pequenos molhos eram normalmente dados ao dono dos bois que lavrava a terra e carregava o estrume para as hortas. Este era chamado de "Carreiro" e a paga do seu trabalho era a palha com que ia alimentando os bois.

Mas, o ciclo do milho não termina aqui. Quando a espiga estava quase pronta para ser apanhada, eram tiradas todas as folhas da cana do milho e atadas em pequenos molhos, que depois de bem secos, eram guardados nos palheiros para serem dados, de pasto, ao gado.

Depois deste trabalho todo é que tiravam as espigas das canas, e estas eram transportadas para casa, onde se faziam as desfolhadas.

Quando as maçarocas estavam em casa, as pessoas da aldeia ajudavam-se umas às outras, num serviço verdadeiramente comunitário. O milho era desfolhado por várias pessoas.

Qualquer criança que tivesse nove ou dez anos, já ia ajudar à desfolhada e, de certeza, não ficava  atrás dos adultos nesse trabalho específico.

Nas desfolhadas havia uma coisa engraçada, o rapaz ou rapariga, a quem calhasse uma espiga encarnada, era obrigada pelo juiz a cumprir uma pena. Normalmente era dar um beijo e um abraço a todas as pessoas presentes na roda.

Tanto as desfolhadas, como as debulhas do milho, eram uma paródia. Aí se encontrava muita gente, cantava-se, bebia-se e contavam-se histórias. Por vezes (muitas, mesmo) no final das debulhas, faziam-se grandes bailaricos.

O milho, depois de debulhado, era transportado para o estendedouro, onde era espalhado em cima de grandes panos ou mantas de fitas, para ficar a secar ao sol e só era guardado quando estava bem seco.

Também para secar o milho se faziam coisas por tradição. Levava-se para o local onde o milho secava ao ar, uma arca e durante quatro ou cinco dias, era estendido de manhã (em cima das mantas ou panos) e apanhado à tarde, quando o sol passava.

Só assim, depois de passar todas estas etapas, é que o milho estava pronto para ser posto nos foles que o haviam de levar até aos moinhos, donde regressavam em farinha para se fazer a broa e os bolos.

Desta forma breve e aligeirada, espero ter mostrado como era o trabalho que estas duas espécies de cereais davam até serem transformados em alimento.

Já a batata, outro alimento indispensável na dieta serrana, e outros produtos hortícolas, assim como o vinho e azeite não davam metade do trabalho e eram muito mais compensatórios.

Não é preciso dizer mais nada para saberem o trabalho e esforço que a agricultura obrigava naquele tempo. Foi por isso, que escrevi, a vida dura dos serranos nos tempos de antigamente.

José Augusto Simões

2000

Publicado em Ecos da Póvoa

publicado por poetaromasi às 21:04
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Todos os poemas escritos e publicados neste blog

da autoria de Rogério Martins Simões,

ou sob pseudónimo, ROMASI,

estão devidamente protegidos pelos direitos de autor.

(Registados no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)






Memórias e poesia de um Beirão

nascido em Maio de 1922.

.Poesia e muita sabedoria de um poeta serrano com 91 anos



Obrigado pela visita ao blog do meu pai,

homem notável, impedido de estudar

por ter ficado órfão de pai e mãe aos 14 anos.

A sua memória é notável

sabe de tudo

é uma casa cheia!

Viva a poesia.

e se a vida não nos conhecer

porque nos esqueceu,

lembremos à vida que existimos e vivemos.

Obriga meu querido pai

por me ter ensinado

a escrever poesia

Seu filho, vosso filho

Rogério Martins Simões



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