DEDICATÓRIA

 

Um Povo só é grande quando tem história.

A Póvoa tem uma bonita história:

a riqueza e a pureza do seu povo.

Este foi o blog que construí para divulgar a tenacidade,

a luta, a inteligência e a honestidade do meu pai.

Graças a Deus ainda está lucidamente activo e vivo!

A sua memória é fantástica.

Amo muito o meu pai e se poeta sou a ele o devo.

José Augusto Simões Faleceu com 94 anos,

nasceu em 20 de Maio de 1922 e faleceu a 17 de Agosto de 2016

Esta é a homenagem e o agradecimento

 que presto a tão grande homem.

Seu filho

Rogério Martins Simões

Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011

Antunes a minha família da Póvoa

ANTUNES

A minha família, da Pampilhosa da Serra, do lugar da Póvoa

(autor José Augusto Simões e contributo do seu filho Rogério Martins Simões)

Atualizado em 01-08-2011 19:03:33

 

A família da minha avó paterna, Emília de Jesus Antunes, que casou com meu avô Francisco Simões, da Pampilhosa da Serra, era da Póvoa mas de acordo com os registos teve origem no lugar de Moninho.

 

Os meus tetravôs pais do meu avô BERNARDINO ANTUNES chamavam-se FRANCISCO ANTUNES E MARIA LOPES e eram naturais de Moninho.

A minha bisavó paterna chamava-se MARIA DE ALMEIDA era filha de JOÃO DE ALMEIDA E JOANA MARIA de Moninho e o meu bisavô paterno chamava-se BERNARDINO ANTUNES.

A)    FRANCISCO ANTUNES, casado com MARIA DA CONCEIÇÃO, eram naturais de Moninho. (Desconheço as datas dos nascimentos, supostamente século XVII/ XVIII)

 

B)    FRANCISCO ANTUNES, casado com MARIA LOPES. filho de Francisco Antunes e Maria da Conceição. MARIA LOPES, filha de José Fernandes e Teresa Lopes. Desconheço quantos filhos tiveram, porém já foi localizado e confirmado nos registos o nome do meu bisavô BERNARDINO ANTUNES, casado com MARIA DE ALMEIDA e ainda José Antunes nascido em Moninho no ano de 1811; Francisco Antunes, nascido em Moninho no ano de 1815; António Antunes, nascido em Moninho no ano de 1809; Manuel Antunes, nascido em Moninho no ano de 1814.

 

 

 

C)    BERNARDINO ANTUNES, natural de Moninho, era casado com MARIA DE ALMEIDA, da Póvoa, (pais da minha avó, Emília de Jesus) e tiveram 9 filhos como seguidamente descrevo:

 

  1. ANTÓNIA JOANA ANTUNES, nasceu na Póvoa a 7/1/1854 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658156 minha tia-avó, foi mãe solteira de 4 filhos;
  2. PATROCÍNIA DE JESUS ANTUNES, nasceu na Póvoa a 18/11/1870, minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos; http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3761&FileID=318290
  3. MARIA DE JESUS ANTUNES minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos; 16/12/1851 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658133  
  4. BERNARDINA DE JESUS ANTUNES, minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Nasceu a 6/10/1858 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658201   Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;
  5. Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos e nasceu na Póvoa em 1875
  6. José Joaquim Antunes, meu tio-avô teve 4 filhos e foi para o Brasil;
  7. Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos.
  8. ANTÓNIO ANTUNES, meu tio-avô, faleceu solteiro; nasceu a 1/5/1850 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658110
  9. EMÍLIA DE JESUS ANTUNES, nasceu a 30/10/1861 e faleceu a 14/1/1950, minha avó, teve 7 filhos. http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3760&FileID=318033

 

Passo agora a mencionar alguns dos meus parentes, filhos dos irmãos da minha avó Emília de Jesus Antunes, primos direitos de meu pai António Antunes Simões:

 

ANTÓNIA JOANA ANTUNES minha tia-avó nasceu na Póvoa a 7/1/1854 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658156 minha tia-avó, foi mãe solteira de 4 filhos:

  1. Martinha de Jesus Antunes. Data nascimento 10/11/1873 (mãe Antónia Maria) http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3761&FileID=318368
  2. Rosalina Antunes;
  3. José Maria dos Santos;
  4. Joaquim Maria Antunes, que casou no Braçal.

 

PATROCÍNIA DE JESUS ANTUNES, nasceu na Póvoa a 18/11/1870, minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos; http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3761&FileID=318290

  1. Olinda de Jesus Antunes;
  2. Maria dos Santos Antunes;
  3. Preciosa de Jesus Antunes, nasceu na Póvoa a 22/12/1898, filha de José Gonçalves Rito e Patrocínia de Jesus. Neta paterna de Manuel Gonçalves Rito e Francisca Ramos. http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11919&FileID=658776

 

MARIA DE JESUS ANTUNES minha tia-avó, casada com José de almeida e teve 3 filhos:

  1. Francisco de Almeida Ferreiro; nasceu 25/4/1875 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3761&FileID=318414
  2. José de Almeida Ferreiro;
  3. António de Almeida Ferreiro. Data nascimento 5/8/1882 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11907&FileID=658242

 

BERNARDINA DE JESUS ANTUNES, Nasceu a 6/10/1858 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658201

minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;

 

Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos: 1875

  1. Maria Emília Antunes;
  2. José Maria Antunes. (nota: é da família do Pátio do Carrasco, casou com Emília de Jesus Alexandre, de Moninho e sempre foi meu grande amigo).

 

José Joaquim Antunes, meu tio-avô, teve 4 filhos e foi para o Brasil. Apenas sei o nome de dois dos seus filhos:

  1. Sara Antunes;
  2. Eduardo Antunes.

 

Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos:

  1. Albano Antunes;
  2. Cipriano Antunes;
  3. Francisco Antunes; pai de Eduardo Antunes e avô do Jones
  4. José Antunes (o meu padrinho);
  5. Aníbal Antunes, faleceu solteiro;
  6. António Antunes;
  7. Amália dos Santos Antunes;
  8. Beatriz Antunes;
  9. Eduardo Antunes;
  10. (um menino que faleceu com 4 anos, afilhado de minha mãe).

 

ANTÓNIO ANTUNES, meu tio-avô, faleceu solteiro; nasceu a 1/5/1850 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658110

 

 

EMÍLIA DE JESUS ANTUNES, nasceu a 30/10/1861 e faleceu a 14/1/1950 a minha avó paterna teve 7 filhos: http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3760&FileID=318033

  1. António Antunes Simões (meu pai); Nasceu a 24/3/1880 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3765&FileID=318591  http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3765&FileID=318592
  2. Aires Augusto Simões;
  3. Albano Antunes Simões; nasceu a 10/7/1894
  4. Maria da Piedade Simões
  5. Maria de Lurdes Simões (a minha madrinha);
  6. Maria da Solidade Simões;
  7. Maria Lusitânia Simões que nasceu na Póvoa;

 

Esta é a minha linhagem por parte dos Antunes. Espero ter contribuído para reescrever, um pouco, a linha parental dos Antunes da Póvoa. E àqueles que ainda podem completar esta minha memória deixa um desafio: completem ou rectifiquem-na.

 

Para finalizar esta parte, vou recordar os nomes dos meus primos direitos e os nomes das minhas irmãs e irmão:

António Antunes Simões, nasceu em Abril de 1881, casou com Maria Ascenção Ramos (meus pais), tiveram 5 filhos:

  1. Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;
  2. José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;
  3. Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;
  4. Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997;
  5. José Augusto Simões nasceu em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922.

Aires Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhos:

  1. António de Oliveira Simões, que nasceu em Monforte, Alto Alentejo, no dia 29 de Fevereiro de 1920 e faleceu no dia 2 de Março de 1982;
  2. Ana de Oliveira Simões, nasceu Monforte, Alto Alentejo, em Março de 1922.

Albano Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhas:

  1. Ilda da Silva Simões nasceu em 1914 em Lisboa;
  2. Alzira da Silva Simões, que nasceu em 1920 em Lisboa.

Maria da Piedade Simões, minha tia, mãe de 5 filhos:

  1. António Maria Simões Dias nasceu a 21 de Maio de 1923 e faleceu em 1966;
  2. Aires Simões Dias nasceu em 1925 e faleceu com 2 anos de idade;
  3. Eduardo Simões Dias nasceu a 5 de Novembro de 1927;
  4. Lurdes Simões Dias nasceu o dia 5 de Novembro de 1929;
  5. Maria da Solidade Simões Dias nasceu no dia 1 de Janeiro de 1931.

Maria de Lurdes Simões, minha madrinha e tia, teve 2 filhos:

  1. Artur Simões de Almeida nasceu em 1929 e faleceu com 20 anos de idade;
  2. Fernanda Simões de Almeida Rodrigues nasceu em 1934 e é mãe da médica Dra. Manuela de Almeida Rodrigues;

Maria da Solidade Simões, minha tia, (faleceu em França) teve 1 filho:

  1. José Maria Antunes, que nasceu no dia 19 de Março de 1928 e faleceu em França.

Maria da Lusitânia Simões, minha tia, mãe de 2 filhas:

  1. Maria Luísa Simões;
  2. Dionilde Simões.

 

Em memória da minha mãe Maria Ascensão Ramos

 

José Augusto Simões

2004-02-23

Atualizado em 15-08-2011 18:27:15

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Segunda-feira, 25 de Julho de 2011

ANTUNES

 

 

 

ANTUNES

A minha família

 

A família da minha avó paterna, Emília de Jesus Antunes, que casou com meu avô Francisco Simões, da Pampilhosa da Serra, era toda da Póvoa.

A minha bisavó paterna chamava-se Bernardina de Jesus e o meu bisavô paterno chamava-se Bernardino Antunes.

Os pais da minha avó, Emília de Jesus Antunes tiveram 9 filhos cujos nomes passo a citar:

1.     Antónia Joana Antunes, minha tia-avó, foi mãe solteira de 4 filhos;

2.     Patrocínia de Jesus Antunes, minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos;

3.     Antónia de Jesus Antunes minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos;

4.     Bernardina de Jesus Antunes, minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;

5.     Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos;

6.     José Joaquim Antunes, meu tio-avô teve 4 filhos e foi para o Brasil;

7.     Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos.

8.     António Antunes, meu tio-avô, faleceu solteiro;

9.     Emília de Jesus Antunes, minha avó, teve 7 filhos.

 

Passo agora a mencionar alguns dos meus parentes, filhos dos irmãos da mina avó Emília de Jesus Antunes, primos direitos de meu pai António Antunes Simões:

 

Antónia Joana Antunes minha tia-avó teve de 4 filhos:

1.     Martinha de Jesus Antunes;

2.     Rosalina Antunes;

3.     José Maria dos Santos;

4.     Joaquim Maria Antunes, que casou no Braçal.

 

Patrocínia de Jesus Antunes, minha tia-avó, teve 3 filhos:

1.     Olinda de Jesus Antunes;

2.     Maria dos Santos Antunes;

3.     Preciosa de Jesus Antunes;

 

Antónia de Jesus Antunes minha tia-avó, teve 3 filhos:

1.     Francisco de Almeida Ferreiro;

2.     José de Almeida Ferreiro;

3.     António de Almeida Ferreiro.

 

Bernardina de Jesus Antunes, minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;

 

Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos:

1.     Maria Emília Antunes;

2.     José Maria Antunes. (nota: é da família do Pátio do Carrasco, casou com Emília de Jesus Alexandre, de Moninho e sempre foi meu grande amigo).

 

José Joaquim Antunes, meu tio-avô, teve 4 filhos e foi para o Brasil. Apenas sei o nome de dois dos seus filhos:

1.     Sara Antunes;

2.     Eduardo Antunes.

 

Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos:

1.     Albano Antunes;

2.     Cipriano Antunes;

3.     Francisco Antunes;

4.     José Antunes (o meu padrinho);

5.     Aníbal Antunes, faleceu solteiro;

6.     António Antunes;

7.     Amália dos Santos Antunes;

8.     Beatriz Antunes;

9.     Eduardo Antunes;

10. (um menino que faleceu com 4 anos, afilhado de minha mãe).

 

Emília de Jesus Antunes, a minha avó paterna teve 7 filhos:

1.     António Antunes Simões (meu pai);

2.     Aires Augusto Simões;

3.     Albano Antunes Simões;

4.     Maria da Piedade Simões

5.     Maria de Lurdes Simões (a minha madrinha);

6.     Maria da Solidade Simões;

7.     Maria Lusitânia Simões que nasceu na Póvoa;

Esta é a minha linhagem por parte dos Antunes. Espero ter contribuído para reescrever, um pouco, a linha parental dos Antunes da Póvoa. E àqueles que ainda podem completar esta minha memória deixa um desafio: completem ou rectifiquem-na.

 

Para finalizar esta parte, vou recordar os nomes dos meus primos direitos e os nomes das minhas irmãs e irmão:

António Antunes Simões, nasceu em Abril de 1881, casou com Maria Ascenção Ramos (meus pais), tiveram 5 filhos:

1.     Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;

2.     José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;

3.     Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;

4.     Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997;

5.     José Augusto Simões nasceu em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922.

Aires Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhos:

1.     António de Oliveira Simões, que nasceu em Monforte, Alto Alentejo, no dia 29 de Fevereiro de 1920 e faleceu no dia 2 de Março de 1982;

2.     Ana de Oliveira Simões, nasceu Monforte, Alto Alentejo, em Março de 1922.

Albano Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhas:

1.     Ilda da Silva Simões nasceu em 1914 em Lisboa;

2.     Alzira da Silva Simões, que nasceu em 1920 em Lisboa.

Maria da Piedade Simões, minha tia, mãe de 5 filhos:

1.     António Maria Simões Dias nasceu a 21 de Maio de 1923 e faleceu em 1966;

2.     Aires Simões Dias nasceu em 1925 e faleceu com 2 anos de idade;

3.     Eduardo Simões Dias nasceu a 5 de Novembro de 1927;

4.     Lurdes Simões Dias nasceu o dia 5 de Novembro de 1929;

5.     Maria da Solidade Simões Dias nasceu no dia 1 de Janeiro de 1931.

Maria de Lurdes Simões, minha madrinha e tia, teve 2 filhos:

1.     Artur Simões de Almeida nasceu em 1929 e faleceu com 20 anos de idade;

2.     Fernanda Simões de Almeida Rodrigues nasceu em 1934 e é mãe da médica Dra. Manuela de Almeida Rodrigues;

Maria da Solidade Simões, minha tia, (faleceu em França) teve 1 filho:

1.     José Maria Antunes, que nasceu no dia 19 de Março de 1928 e vive em França.

(nota: Dou graças por ter recuperado a casa dos Simões da Póvoa. Que bonita que está).

Maria da Lusitânia Simões, minha tia, mãe de 2 filhas:

1.     Maria Luísa Simões;

2.     Dionilde Simões.

 

Em memória da minha mãe Maria Ascenção Ramos

 

José Augusto Simões

2004-02-23

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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

Sonhos loucos...

 

(José Augusto Simões, Rogério Martins Simões, e Isabel Martins Assunção)

 

SONHOS LOUCOS...

José Augusto Simões

 

Quando eu saí da escola

Comecei a ficar obcecado;

Não queria ficar na aldeia

Só para ser pastor de gado.

 

A agricultura não dava,

Era o que na aldeia existia.

Para procurar outra sorte

Só na sede de freguesia.

 

Um dia, de manhã cedo,

De muito frio, e nevoeiro,

Segui por reles caminhos,

Fui parar a Pessegueiro.

 

Ao chegar a Pessegueiro

Estava lá tudo vazio,

Não parou aí a sorte,

Caminhou para o Machio.

 

Quando cheguei ao Machio,

Procurei-a numa eira,

Ela, aí, não quis parar:

Voou para a Amoreira.

 

Caminhei para a Amoreira

Só encontrei uma rosa,

A sorte não ficou por lá:

Seguiu para a Pampilhosa.

 

 

Não gostou da Pampilhosa

Mas, deixou lá um letreiro:

-“Não vi ninguém na rua,

Caminhei para Janeiro.”

 

Fui procurá-la a Janeiro:

Lindas casas muito belas.

Era quase Fevereiro…

Quando cheguei a Dornelas.

 

Quando entrei em Dornelas

Logo me perdi num quelho

Aí recebi um recado:

-Fui para Unhais-o-Velho.

 

Segui p´ra Unhais-o-Velho,

Procurei-a num passal,

Nem sequer por ali passou,

Foi direitinha ao Vidual.

 

Segui para o Vidual

Uma senhora disse então:

- Menino não me leve a mal;

Foi para a Vila de Feijão.

 

Conhecendo eu bem Feijão,

Gente hospitaleira e gentil,

Todos conheciam a sorte,

Era natural do Cabril.

 

Depressa cheguei ao Cabril,

Estava à porta sentada,

Logo se deitou na cama

De correr estava cansada.

 

Eu corri todo o concelho.

No Cabril perdi a esperança.

Quando olhei para o meu corpo

Era uma pequena criança.

 

Uma senhora me disse:

- Menino não corras à toa!

-Se queres procurar a sorte

Tens de ir para Lisboa.

 

Era uma senhora de idade,

Aceitei o seu conselho,

Ainda estou a ver a velhinha,

Em frente do meu espelho.

 

Nunca encontrei a sorte,

Quando eu precisava dela,

Agora que estou velhinho,

Já posso passar sem ela.

 

Lisboa, 5 de Junho de 2010

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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Estive um dia no céu

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

ESTIVE UM DIA NO CÉU

(José Augusto Simões)

 

Saí um dia de casa

Encontrei-me num jardim

Olhei para todos os lados

O jardim não tinha fim

 

Era um jardim tão bonito

Viam-se lá tantas flores

Bancos por todo o lado

Feitos de diversas cores

 

Jardim assim tão lindo

Não tinha visto igual

Uma voz me respondeu

- É o jardim Celestial

 

Sentei-me num banco

Olhei se vinha alguém

Era tudo tão branco

Não aparecia ninguém

 

Deixei-me estar mais tempo

Para ver se via alguém

Logo apareceu no jardim

Meu pai e a minha mãe

 

Os dois me abraçaram

E começaram a chorar

- Eras um filho tão querido

Partimos sem te criar…

 

Duas senhoras chegaram

Mostrando um certo cansaço

Eram as minhas duas irmãs

Para me darem um abraço

 

Duas meninas corriam

Cansadas, deram um ai

As duas me beijaram

- Bom dia querido pai

 

Apareceram dois meninos

Sorrindo com satisfação

Assim os dois me saudaram:

- Bom dia querido irmão

 

Depois da família junta

Tudo se pôs a cantar

Até os anjos do céu

Desceram para tocar

 

Uma coisa tão bonita

Há muito tempo não via

Só em Viana do Castelo

Na Senhora da Agonia

 

Assim acabou a festa

Toda a gente desapareceu

Era tudo gente nova

O mais velho era eu

 

Acordei! Ficou o sonho

Todo cheio de alegria

Afinal eu não vi nada

Era tudo fantasia…

 

Lisboa, 2 de Fevereiro de 2007

 

sinto-me: poema de 2007
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Sexta-feira, 28 de Março de 2008

José Augusto Simões

PAI.jpg

 (José Augusto Simões)

MEU PAI

 

José Augusto Simões, nasceu em 20 de Maio de 1922, no lugar da Póvoa - Pampilhosa da Serra.

Filho de Maria da Ascenção Ramos, (1882 - 1938) e de António Antunes Simões (1881 - 1934).

Descende das famílias Simões e Henriques da Pampilhosa da Serra; dos Antunes e Ramos da Póvoa e dos Almeidas de Moninho. Teve duas irmãs, Maria da Nazaré Simões, empregada nos Hospitais Civis de Lisboa - Hospital de Arroios e Laura da Conceição Simões.

Foi um aluno brilhante na escola da Pampilhosa da Serra onde ganhou diversos prémios escolares: o 1º prémio escolar de 60$00, na passagem da 2ª para a 3ª classe, tendo obtido a nota final de 18 valores e o 1º prémio escolar, também, os 60$00, na passagem da 3ª para a 4ª classe, tendo obtido como nota final 19 valores.

Ingressou na 1ª classe em 1930 que concluiu em 1931. Concluiu a 2º grupo em 1932; a 2ª classe em 1933; a 3ª classe em 1934 e terminou os seus estudos primários, a 4ª classe, em 1935 com a nota final “brilhante com distinção”.

Da 1ª à 3ªclasse foi ensinado pelo Professor Anselmo Ferreira e na 4ª classe pelo Professor Gil.

Apenas pôde concluir a 4ª Classe, porque as vicissitudes da vida o impediram de prosseguir os seus estudos.

O seu maior trauma da infância foi a morte prematura do seu pai e a doença e morte de sua mãe, que, aliado à falta de recursos, tão normal nessa época, o impediu de realizar o seu sonho: “concluir um curso superior”.

Ficou órfão de pai aos 12 anos e de mãe aos 15 anos de idade, tendo migrado para Lisboa onde trabalhou, desde muito cedo, como caixeiro de mercearia até à data em que foi incorporado no serviço militar.

Trabalhou, depois, como “caixeiro-viajante” tendo conhecido todo o país ao serviço da firma “Francisco Simões” que comercializava sacos, batatas e outros legumes.

Em 21 de Abril de 1948, fundou, com seu tio Jaime Rodrigues, natural do Pessegueiro, uma pequena empresa de sacos usados, a firma Jaime Rodrigues & Simões, Lda., que foi a base de sustentação de toda a família, bem como de muitos parentes, amigos e conhecidos.

A sua “sacaria”, na Calçada do Forte em Lisboa, foi sempre ponto de encontro e de reunião entre os conterrâneos e amigos.

Esteve na reorganização da Comissão de Melhoramentos da Póvoa onde foi 1º Secretário nos anos de 1949 a 1950.

Casou com Isabel Martins de Assunção, natural da Malhada, Colmeal, prima direita do actual Presidente do Tribunal Constitucional, Luís Manuel Nunes de Almeida.

Do seu casamento nasceram 5 filhos. As duas filhas faleceram precocemente e estão vivos os restantes filhos do sexo masculino.

Acolheu na sua pequena casa de Lisboa, na Rua do Mirante, parentes ou simplesmente conhecidos. Recordo-me de meus pais cederem a sua cama aos familiares e de terem dormido, em cima de sacos, no seu estabelecimento comercial.

É um homem com um “H” muito grande, dotado de uma memória prodigiosa colocando a honra e a honestidade no cimo do seu pedestal.

Foi brilhante na matemática e em outras ciências tais como a Geografia, as Ciências Naturais, a História e a Aritmética. A sua letra era muito bonita e por isso era o “miúdo” que escrevia e lia as cartas aos seus conterrâneos.

Mas a sua memória não é passiva.

José Augusto Simões sabe de cor as datas de nascimento e da morte de quase todos os seus familiares, amigos e conhecidos, bem como, as datas dos factos mais importantes da sua e da nossa vida  passada e actual. Sabe de cor os nomes de todos os ossos do corpo humano, rios e estradas de Portugal. Desculpem, meu pai é simplesmente brilhante.

Conseguiu passar para o papel, reconstituindo, a árvore genealógica de quase toda a sua ascendência: Simões, Ramos e Antunes (esta desde 1822).

Parte desta reconstituição familiar foi-lhe transmitida, oralmente, por sua mãe Maria Ramos (ti Mariquitas da Póvoa) e conservada na memória do meu pai até à data.

Foi sempre um grande comunicador. Lembro-me de o ouvir contar histórias de fantasiar e de encantar que tanto preencheu o imaginário da minha infância.

Escreveu poesia, pois li alguns dos seus poemas, que expressam bem as amarguras da vida, as coisas boas e simples e o seu amor pelo próximo.

Para que perdurem as lembranças da sua brilhante memória, que podem contribuir para escrever ou rescrever a vida difícil de um povo implantado na Beira Serra, vou trazer alguns artigos que escreveu e continuarei a incentivar para que escreva, pois neles se encontram alusões, menções a pessoas e factos, que fazem a história de uma aldeia a Póvoa da Pampilhosa da Serra e das suas gentes.

Homenagem do seu filho

Rogério Simões

2004 

publicado por poetaromasi às 00:00
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Todos os poemas escritos e publicados neste blog

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ou sob pseudónimo, ROMASI,

estão devidamente protegidos pelos direitos de autor.

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- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)






Memórias e poesia de um Beirão

nascido em Maio de 1922.

.Poesia e muita sabedoria de um poeta serrano com 91 anos



Obrigado pela visita ao blog do meu pai,

homem notável, impedido de estudar

por ter ficado órfão de pai e mãe aos 14 anos.

A sua memória é notável

sabe de tudo

é uma casa cheia!

Viva a poesia.

e se a vida não nos conhecer

porque nos esqueceu,

lembremos à vida que existimos e vivemos.

Obriga meu querido pai

por me ter ensinado

a escrever poesia

Seu filho, vosso filho

Rogério Martins Simões



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