DEDICATÓRIA

 

Um Povo só é grande quando tem história.

A Póvoa tem uma bonita história:

a riqueza e a pureza do seu povo.

Este foi o blog que construí para divulgar a tenacidade,

a luta, a inteligência e a honestidade do meu pai.

Graças a Deus ainda está lucidamente activo e vivo!

A sua memória é fantástica.

Amo muito o meu pai e se poeta sou a ele o devo.

José Augusto Simões Faleceu com 94 anos,

nasceu em 20 de Maio de 1922 e faleceu a 17 de Agosto de 2016

Esta é a homenagem e o agradecimento

 que presto a tão grande homem.

Seu filho

Rogério Martins Simões

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Dançam as Moças solteiras

 

(Foto do Rancho Folclórico da Pampilhosa da Serra)

 

 

 

DANÇAM AS MOÇAS SOLTEIRAS
Rogério Martins Simões
 
Refrão
 
Dorme, dorme, passarinho…
No cimo!, à minha beira
De que servem lençóis de linho?
Minha mãe morreu solteira!
 
 
Cantem as moças brejeiras
Há muito trigo p´ra comer…
Dancem casamenteiras
De que serve solteiras ter?
 
Minha mãe me vou lavar
Nas margens do meu rio
Quem me quer para casar?
Minha mãe tremo de frio…
 
Dorme, dorme, passarinho…
No cimo!, à minha beira
De que servem lençóis de linho?
Minha mãe morreu solteira!
 
A galinha põe os ovos
O galo canta e preguiça…
Casaram os moços novos
Outros foram dizer missa
 
 
 
Os ovos já não dão pintos
Os pintos não irão nascer…
No peito crescem jacintos…
Quem virá para os colher?
 
Dorme, dorme, passarinho…
No cimo!, à minha beira
De que servem lençóis de linho?
Minha mãe morreu solteira!
 
Nos potes das velhas casas
Há azeitonas com fartura
- Meninas batam as asas…
Quem fica perde ventura.
 
Nas leiras lavravam machos
Nas adegas corria o vinho
Tiraram o mosto aos cachos…
O meu bem vai a caminho…
 
Dorme, dorme, passarinho…
No cimo!, à minha beira
De que servem lençóis de linho?
Minha mãe morri solteira!
 
Lisboa, 6 de Agosto de 2008
 

 

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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Saudade

 

(Óleo sobre tela

da minha querida e amada companheira

Elisabete Maria Sombreireiro Palma

 

 

 

SAUDADE
Rogério Martins Simões
 
Logo!, logo muito cedo,
Quando a manhã cereja,
Irrompe a luz sem medo:
Bendita! Bem-vinda seja!
 
Descobre o meu olhar.
Entra sem bater à porta.
Memórias a despontar
Quando o sol já conforta:
 
Velho!, velho moleiro!,
Onde está a vossa mó?
Tenho milho no celeiro
Da lavra da minha avó.
 
Velho!, meu velho oleiro
Para quê a vossa roda?
O pote partiu… primeiro
O cântaro saiu de moda
 
Logo!, logo muito cedo,
Quando o sol me beija,
Irrompe a luz sem medo:
Bendita! Bem-vinda seja!
 
Lá vai o senhor Manuel!,
Com sua junta de bois…
- Que leva no seu farnel
Para comer no depois…?
 
Lá vai senhora Maria
A caminho da horta:
Andai! Que já se fez dia
E a noite bate à porta.
 
Melro que és atrevido
Vai dizer à minha avó:
Que não tenho marido…
Ai!, quanto me sinto só!
 
A galinha cacareja!
O galo anda a monte…!
Passa rente a narceja
Mergulha na água da fonte.
 
E logo, logo muito cedo,
Quando a manhã cereja,
Acendam a luz sem medo…
Em casa tudo boceja…!
 
Os filhos gritam e choram.
Os pais partem apressados.
Só os pardais namoram:
Nos beirais e nos telhados
 
Não há sinos a tocar.
Nem igrejas o almejam…
Perdeu-se o verbo amar:
Nem já filhos se desejam.
 
E vós meu velho ferreiro
Onde tendes vossa forja…
Ceifeira partiu primeiro
Foi-se!, e sobrou a corja…
 
A corja… anda perdida!
Ao povo falta o pão!
As poupanças de uma vida
Que nem valem um tostão.
 
E eu!, volto p´ra aldeia
Vou semear a ventura
Conservai a velha candeia…
Irei colher na ternura.
 
E logo, logo muito cedo,
Quando a manhã me veja
Acolherei a luz sem medo
Bem-vinda! Bendita seja!
 
Lisboa, 8 de Outubro de 2008
 
Concluído em 13-10-2008 22:29
 
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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2008

O prato esfriava

 

 

O PRATO ESFRIAVA!
Rogério Martins Simões
 
Bancos de areia cobrem os meus pensamentos,
Nuvens transportam toalhas para secar…
Aguaceiros dispersam memórias dos tempos
Salpicando, aqui e além, histórias por contar…
 
Minha tia mandou-me ao poço
Para o meu corpo lavar!
Não existia gel,
Nem era preciso!
Apenas bolas de sabão
Com que lavava o meu sorriso…
 
-Vamos aos peixes!
 
Rolávamos pelos montes
Subíamos as serras
Atirávamos pedras
Sempre nus
Sempre descalços
E entre musgos nascia
Água cristalina
Brotando das nascentes:
Mãe de todas as fontes
Luz de todas as sementes
Ajoelhava
E bebia!
 
Levantávamos
E corríamos
Sobre trilhos e pedras redondas
Seixos e calhaus rolados.
Bastava um rio
Uma água corrente
Que o calor aquecia…
 
- Quem pula primeiro do alto da fraga?
E havia um primeiro mergulho
Depois mais outro
Mais outro
E outro…
 
Olhávamos o Sol!
Que horas seriam?
Já passava do meio-dia!
Já espreitava o pôr-do-sol!
Já ralhava a minha tia!
E mais uma vez o prato esfriava…
 
Lisboa, 29 de Setembro de 2008

 

(Poema dedicado à minha tia Laura Simões)

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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008

O SOL

 

 

 

O SOL
José Augusto Simões
 
Sol divino, Sol divino
Lindo é vê-lo nascer
É mais um dia na vida
Deus nos dá para viver
 
Sol divino, Sol divino
Que ilumina toda a terra
Desde o mais profundo vale
Até ao mais alto da serra
 
Sol divino, Sol divino
Que nos dá tanta alegria
Acaba a noite cerrada
E irrompe o claro dia
 
Sol divino, Sol divino
Nos dá tanta beleza
É a estrela mais bela
Que nos dá a natureza:
 
Quando está ao pé do rio
Em cima de uma cascata
O fundo parece de ouro
A água da cor da prata
 
Todo o ser vivo se mexe
Quando vê nascer o Sol
Os passarinhos cantam
Trina o lindo rouxinol
 
Rouxinol que bem cantas
Onde aprendeste a cantar?
- No cimo daquele salgueiro
Com os ramos a abanar!
 
Todas as aves cantam!
Cada qual com sua voz!
Eu já acompanhei o rio…
Da nascente até à foz
 
Estou velho! tu és menino
Nunca irás envelhecer
Sol divino, Sol divino
Sem ti não posso viver
 
Lisboa, 25/9/2007

 

DEDICADO AO POVO DE PRAÇAIS

PAMPILHOSA DA SERRA

 

OBRIGADO!

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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008

BEIRA SERRA

 

 20 de Maio de 2008

 

Pai parabéns hoje é o dia do seu aniversário!

Como vê fiquei acordado até tarde para passar a limpo e publicar o seu último poema neste dia em que faz 86 anos de idade.

 

Todo feliz, aí, na sua Póvoa, na sua Pampilhosa da Serra! Com que então veados e gazelas?

 

Feliz aniversário meu querido pai e que a vossa presença, meus pais, continue a encantar as nossas vidas.

O seu filho mais velho

Rogério Martins Simões

 

 

 

 

 

 

BEIRA SERRA

 

José Augusto Simões

 

Conheço a Beira Serra

É bonita não é feia

Montanha, montes e vales

Muita terra e pouca areia.

 

Os matos dos seus terrenos

Cheios de encanto e beleza

Todos ali foram criados

Pelo poder da natureza

 

Falando da sua existência

Não é uma palavra em vã

Toda a Beira Serra começa

Na linda vila da Lousã

 

Chegando ao Vilarinho

Começa a subir e não erra

Três Concelhos se juntam

Góis, Arganil e Pampilhosa da Serra.

 

Três serras bem conhecidas

Fazem a Beira mais bela

Serra da Lousã e do Açor

E a linda serra da Amarela

 

Havia tantas aldeias

Dispersas por todas as serras

Todas tinham muita gente

Cultivando as suas terras

 

Era tudo gente pobre

Todos mudaram de ideias

Pensaram mudar de vida

Abandonaram as aldeias

 

Era gente de trabalho

Conseguiram uma vida boa

Emigraram para o estrangeiro

A maior parte para Lisboa

 

As aldeias abandonadas

Ruas estreitas e vielas

São agora habitadas

Por veados e gazelas

 

Pudera voltar a subir

Do Vilarinho ao Trevim

Vendo esses frescos matos

E a flor do alecrim

 

Pudesse descer outros caminhos

Com alegria e saudade

Iria fazer a última visita

À Senhora da Piedade.

 

Maio de 2008

 

 

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Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

EU NASCI NUMA CASA POBRE


 

(Pampilhosa da Serra foto Padre Pedro)


 

EU NASCI NUMA CASA POBRE

José Augusto Simões

 

Eu nasci numa casa fundeira

Cresci numa casa da serra

As ruas eram a estrumeira

Do esterco se alimenta a terra

 

As casas eram velhinhas

Mas tinham boas lareiras

Minha mãe e as vizinhas

Levavam estrume p´ras leiras

 

Só se juntavam à noite

Ou quando estava a chover

Punham lenha na fogueira

Para todos bem receber

 

Éramos todos primos e amigos

Todos juntos a conviver

Punha-se mais lenha no lume

Foi ali que aprendi a ler

 

Todas elas nos contavam

Cada qual a sua história

Atentos todos escutavam

Tudo ficava na memória

 

Depois de tantas histórias

Coisas que havias nas terras…

Tínhamos as nossas glórias

Subíamos ao alto das serras

 

Quando chegámos ao cimo

Avistávamos o horizonte

Era a serra mais alta

No largo tinha uma fonte.

 

Saía a água da rocha

Muito pura e cristalina

Logo os dois nos baixámos

Para beber água tão fina.

 

Quando olhámos os astros

Vimos o sol a nascer

Era a coisa mais bonita

Que podia acontecer

 

Depois de o sol arraiar

Corremos todos os montes

Em todos os vales corria

Água em todas as fontes

 

Terras cobertas de matos

Tão bonitas, uma beleza

Todas ali se criaram

Com o sol da natureza

 

Depois descemos para a aldeia

Com saudade e alegria

Já sabíamos muitas coisas

Era verdade o que se dizia.

 

Já na escola fui aprender

A lição que já sabia

Recordo e não irei esquecer

A lição de astrologia.


 

 

Lisboa, 12 de Dezembro de 2006

sinto-me: Poema de 2006
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Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

O meu pensamento

(Foto de Padre Pedro na Póvoa)

 

O MEU PENSAMENTO

 

(Versos de meu pai)

José Augusto Simões)

 

Há no mundo muita gente

Que não faz bem a ninguém

Não pensa que vai morrer

E deixa tudo o que tem.

 

Eu nunca pensei assim

Porque sei que não vou viver

Riqueza pouco me interessa

Interessa é bem-fazer.

 

De tudo o que nós levamos

Na hora da despedida

È o bem que cá fizemos

Nos tempos da nossa vida

 

Bom seria que pensassem

Segredos que a vida tem

Passariam toda a vida

Sem fazer mal a ninguém

 

A nossa alma é pequena

Mas grande é o pensamento

Ajudar a quem precisa

È dever de toda a gente.

 

Há no mundo pouca gente

Que pense fazer o bem

E não há coisa mais bela

Do que dar a quem não tem.

 

Quem me dera ter nascido

E a toda a gente ajudado

Feliz por ter cumprido

Morreria descansado.

 

A Alma que ninguém a vê

Para o homem é mistério

Não se sabe se tem outra vida

Ou acaba no cemitério.

 

Todos devemos pensar

Que andamos enganados

Quando o mundo deixarmos

Podemos ser condenados.

 

Muito tempo ou pouco tempo

Que a gente pode viver

Não podemos descobrir

O que nos irá acontecer

 

Que Deus a todos perdoa

Na hora da despedida

Dos sofrimentos passados

Enquanto tivermos vida

 

De tudo o que a vida nos deu

Tudo vamos esquecer

A vida tem destas coisas

O nosso fim é morrer.

 

Obrigado meu pai por me ter ensinado tão cedo a escrever poesia.

Obrigado por me ter dado a conhecer os poetas.

Obrigado pela vida e pelo seu exemplo de vida.

Rogério Martins Simões

 

PAI

 

No céu vejo uma estrela

No etéreo, Deus nos receberá

Meu pai é a luz mais bela

Que no firmamento brilhará.

 

Vou pedir a Deus por escrito

Que nos junte aos dois no céu

E me chame ao primeiro grito

Com a força que ele nos deu.

 

Rogério Simões

23-03-2004

sinto-me: Quadras
publicado por poetaromasi às 20:20
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Domingo, 10 de Agosto de 2008

A MONTANHA

(foto Padre Pedro - Pampilhosa da Serra)

A MONTANHA

(José Augusto Simões)

 

 

Subi a montanha

Para ver a beleza

Queria falar sozinho

Com a natureza

 

Olhei para o céu

Mas não vi ninguém

Só vi umas nuvens

Em forma de véu

 

Ao chegar ao alto

Era muito cedo

Havia uma voz

- Tu não tenhas medo

 

Chegando ao cimo

Logo me deitei

Tudo era um sonho

Quando acordei

 

Desconhecia tudo

Não sabia nada

Queria subir mais alto

Mas não tinha estrada…

 

Olhei para o lado

E vi um caminho

Uma voz me disse

Não subas sozinho

 

Pensei duas vezes

Não quis arriscar

Do alto do monte

Já só via o mar…

 

Como era tarde

Pensei em descer

O medo era tanto

Que me fez tremer

 

Assim a tremer

Vi uma escadaria

Desci por ela

Vi o que queria…

15/8/2006

sinto-me: POETA COM 86 anos
publicado por poetaromasi às 22:04
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Sábado, 9 de Agosto de 2008

Recordo mulher aquele dia

(Foto do meu casamento)

 

Recordo mulher aquele dia

José Augusto Simões

 

 

Recordo mulher aquele dia

Em que o dia nos deu luz

Saudade e muita alegria

Meu coração no teu depus

 

Dei-te a mão, mão na mão

Sentados num banco do jardim

Foi meu, foi teu, o coração

Que ainda brilha em mim

 

A vinte e sete de Abril

Fizemos uma escritura

Que só podia cessar

Na campa da sepultura

 

Quando fomos à igreja

Fizemos um juramento

Quem ama filhos deseja

E foi tão lindo o momento

 

Três filhos que Deus nos deu

Temos os três no coração

São todos bem-educados

Com respeito e posição

 

Hoje já estamos velhos

Mas entendemo-nos bem

Os nossos filhos não esquecem

Os pais que no mundo têm

 

Lisboa 27 de Janeiro de 2007-03-19

 

sinto-me: 2007
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Quinta-feira, 7 de Agosto de 2008

Estive um dia no céu

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

ESTIVE UM DIA NO CÉU

(José Augusto Simões)

 

Saí um dia de casa

Encontrei-me num jardim

Olhei para todos os lados

O jardim não tinha fim

 

Era um jardim tão bonito

Viam-se lá tantas flores

Bancos por todo o lado

Feitos de diversas cores

 

Jardim assim tão lindo

Não tinha visto igual

Uma voz me respondeu

- É o jardim Celestial

 

Sentei-me num banco

Olhei se vinha alguém

Era tudo tão branco

Não aparecia ninguém

 

Deixei-me estar mais tempo

Para ver se via alguém

Logo apareceu no jardim

Meu pai e a minha mãe

 

Os dois me abraçaram

E começaram a chorar

- Eras um filho tão querido

Partimos sem te criar…

 

Duas senhoras chegaram

Mostrando um certo cansaço

Eram as minhas duas irmãs

Para me darem um abraço

 

Duas meninas corriam

Cansadas, deram um ai

As duas me beijaram

- Bom dia querido pai

 

Apareceram dois meninos

Sorrindo com satisfação

Assim os dois me saudaram:

- Bom dia querido irmão

 

Depois da família junta

Tudo se pôs a cantar

Até os anjos do céu

Desceram para tocar

 

Uma coisa tão bonita

Há muito tempo não via

Só em Viana do Castelo

Na Senhora da Agonia

 

Assim acabou a festa

Toda a gente desapareceu

Era tudo gente nova

O mais velho era eu

 

Acordei! Ficou o sonho

Todo cheio de alegria

Afinal eu não vi nada

Era tudo fantasia…

 

Lisboa, 2 de Fevereiro de 2007

 

sinto-me: poema de 2007
publicado por poetaromasi às 20:59
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Todos os poemas escritos e publicados neste blog

da autoria de Rogério Martins Simões,

ou sob pseudónimo, ROMASI,

estão devidamente protegidos pelos direitos de autor.

(Registados no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)






Memórias e poesia de um Beirão

nascido em Maio de 1922.

.Poesia e muita sabedoria de um poeta serrano com 91 anos



Obrigado pela visita ao blog do meu pai,

homem notável, impedido de estudar

por ter ficado órfão de pai e mãe aos 14 anos.

A sua memória é notável

sabe de tudo

é uma casa cheia!

Viva a poesia.

e se a vida não nos conhecer

porque nos esqueceu,

lembremos à vida que existimos e vivemos.

Obriga meu querido pai

por me ter ensinado

a escrever poesia

Seu filho, vosso filho

Rogério Martins Simões



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