DEDICATÓRIA

 

Um Povo só é grande quando tem história.

A Póvoa tem uma bonita história:

a riqueza e a pureza do seu povo.

Este foi o blog que construí para divulgar a tenacidade,

a luta, a inteligência e a honestidade do meu pai.

Graças a Deus ainda está lucidamente activo e vivo!

A sua memória é fantástica.

Amo muito o meu pai e se poeta sou a ele o devo.

José Augusto Simões Faleceu com 94 anos,

nasceu em 20 de Maio de 1922 e faleceu a 17 de Agosto de 2016

Esta é a homenagem e o agradecimento

 que presto a tão grande homem.

Seu filho

Rogério Martins Simões

Sexta-feira, 5 de Março de 2004

João Carvoeiro

(Póvoa - Padre Pedro)

João Carvoeiro

0 seu nome verdadeiro era João Tomás.

Quando eu conheci o senhor João Carvoeiro (alcunha porque era mais conhecido) já havia muitos anos que ele vivia na Póvoa.

Era casado com a minha prima Rosalina Antunes, filha da minha tia-avó Antónia Joana Antunes. Nessa altura já tinha quatro filhos, todos com idades muito diferentes da minha.

As filhas, mais velhas, já eram mulheres feitas. A Maria da Luz, creio, nasceu em 1907 e a Belmira em 1909, mas isto foi o que ouvi dizer. Quanto ao José Maria Antunes e ao Joaquim, esses tenho eu a certeza, o José nasceu em 1913 (o mesmo ano da minha irmã Nazaré) e o Joaquim em 1919 (o mesmo da minha irmã Laura).

Teve outro filho que era do meu ano, mas morreu, talvez, ainda antes de completar um ano de idade. A filha Maria nasceu em 1925, mas não me recordo bem dela. Recordo-me, sim, da Carminda que nasceu em 1927, a Lúcia em 1929 e o António em 1935, isto é, se não estou em erro, pois já passaram muitos anos.

Mas, segundo o que ouvi dizer, a minha prima Rosalina teve doze (12) filhos, sendo certo que o do meu ano morreu, ainda restam mais três irmãos que devem ter nascido entre o José Maria e o Joaquim. Destes 12 filhos sei que se criaram 8 crianças.

O Sr. João Tomás era natural do Vale Nogueira, freguesia e concelho da Lousã.

Sobre o seu aparecimento na Póvoa, só se sabe que veio para a Serra fazer carvão e que acabou por fixar residência na Póvoa, onde lhe deram a alcunha de carvoeiro.

Voltando ao carvão, era a forma que se tinha, naquele tempo, para se amealhar mais algum dinheiro e assim se poder criar os seus filhos sem fome, o que na verdade veio a acontecer.

Quanto a mim, penso que o Sr. João Carvoeiro deve ter sido dos homens mais trabalhadores que veio para a Póvoa. Ele trabalhava de dia e de noite, mas os seus filhos nunca passaram fome.

Para além desta importante virtude, posso afirmar que era um homem muito sério, em todas as suas contas. Conheci muito bem as suas boas qualidades, principalmente em Lisboa, pois, ele e a sua filha Maria da Luz e o filho Joaquim, viveram muito tempo no Pátio do Carrasco, junto ao Limoeiro e, por isso, sempre que vinha trabalhar para Lisboa era aí que ficava.

João Carvoeiro veio para a Póvoa e cedo ganhou o respeito de todos. Homem íntegro! Foi uma boa alma.

José Augusto Simões

publicado por poetaromasi às 20:44
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2 comentários:
De Ana Sofia Ferreira a 13 de Abril de 2010 às 19:55
Boa tarde...
dou uma nas imensas bisnetas do sr joão Carvoeiro... gostei bastante do texto... fico eternamente agradecida por trazer um pouco da "minha estória"

obrigada

Ana Sofia Ferreira
De Vitor francisco a 28 de Julho de 2011 às 14:35
Boa tarde,
Sou neto, filho do Antonio Francisco que hoje ainda vive na Póvoa. Passei muitos fins de semana em casa do meu tio Joaquim (e tantos Natais...) no pátio do carrasco onde ainda hoje vive a minha madrinha Celeste. Também me lembro da mia tia Luz lá no pátio do Carrasco

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Todos os poemas escritos e publicados neste blog

da autoria de Rogério Martins Simões,

ou sob pseudónimo, ROMASI,

estão devidamente protegidos pelos direitos de autor.

(Registados no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)






Memórias e poesia de um Beirão

nascido em Maio de 1922.

.Poesia e muita sabedoria de um poeta serrano com 91 anos



Obrigado pela visita ao blog do meu pai,

homem notável, impedido de estudar

por ter ficado órfão de pai e mãe aos 14 anos.

A sua memória é notável

sabe de tudo

é uma casa cheia!

Viva a poesia.

e se a vida não nos conhecer

porque nos esqueceu,

lembremos à vida que existimos e vivemos.

Obriga meu querido pai

por me ter ensinado

a escrever poesia

Seu filho, vosso filho

Rogério Martins Simões



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