DEDICATÓRIA

 

Um Povo só é grande quando tem história.

A Póvoa tem uma bonita história:

a riqueza e a pureza do seu povo.

Este foi o blog que construí para divulgar a tenacidade,

a luta, a inteligência e a honestidade do meu pai.

Graças a Deus ainda está lucidamente activo e vivo!

A sua memória é fantástica.

Amo muito o meu pai e se poeta sou a ele o devo.

José Augusto Simões Faleceu com 94 anos,

nasceu em 20 de Maio de 1922 e faleceu a 17 de Agosto de 2016

Esta é a homenagem e o agradecimento

 que presto a tão grande homem.

Seu filho

Rogério Martins Simões

Sexta-feira, 20 de Maio de 2005

84 anos!

(Óleo sobre tela Elisabete Sombreireiro Palma)

PAI PARABÉNS pelos 84 anos

Eu sei que no seu bilhete de identidade consta ter nascido a19 de Maio de 1922 mas a data está errada!

Pai, há tantas coisas erradas nos registos!

Se procurasse no Registo pela data do seu nascimento havia de ser bonito. E se eu insistisse, que o pai nasceu no dia 20 em vez do dia 19, chamar-me-iam teimoso ou louco varrido.

É por isso que há por aí tantos loucos, encarcerados na sua sadia loucura, e se verdades dizem não passam de uns insanos.

Às vezes penso: se existem certos actos ditos de loucura, encarados e vistos como tal, eles têm como sublime vantagem de se concretizarem nos sonhos.

Não foram loucos os Santos, e tantas pessoas nobres, que se despiram para oferecerem os trajes aos pobres!

Não são loucos os sonhadores de um mundo melhor, que oferecem toda uma vida a uma causa maior!

Foi loucura viajar no espaço da incerteza e aterrar no império do esplendor como o fez São Francisco de Assis!

Eu sei que sou um sonhador: nem sempre sou o que pareço! E se pareço ser o que não sou, sou aquilo que bem conheço.

Dizia Pessoa que poeta é ser fingidor!

- Mas eu não finjo, obrigam-me a fingir!

- Eu não morro, obrigam-me a morrer!

- Eu não sofro, obrigam-me a sofrer!

E se sofrer tanta dor não compensa, ser solidário recompensa exigindo que a vida seja melhor onde a ela exista e aconteça.

Pai! Estas palavras são hoje inteiramente para si apesar de me ter perdido em deambulações.

Quando comecei a escrever, sem ter a menor ideia do que lhe iria dizer, sobravam-me as palavras. Agora, faltam-me as palavras que às vezes tanto me sobram.

Mas tenho tantas palavras para si, meu pai!

Ainda há pouco, enquanto conduzia, latejavam-me os sentimentos e tinha na cabeça cearas de pensamentos deambulando em movimentos.

- Brotavam-me tantas emoções!

- Tantas lembranças!

- Tantas recordações!

Sabe, meu pai, herdei de si esta enorme fortuna que agora sei que desprezam: O sentido da honra; a sensibilidade; a humildade e acima de tudo a honestidade.

E se rico não fico, com esta tamanha riqueza, é porque me vejo aflito, quando aflito eu fico, para ajudar os seus netos.

Pai parabéns!

Como vê, desta vez, não me esqueci, se alguma vez esquecer o esqueci.

Que filho poderá esquecer um ser tão precioso como o pai!?

Que filho se deslembra daquele que nunca se esquece, de nada, mas apenas se esquece de si!

Recorda-se, meu pai, de nos declamar tanta poesia!? Tantos poetas! Como este poema de dia de anos (ou desenganos), de João de Deus, que o pai recitava, sempre, em seus anos

(escrito em 20/05/2004)

Rogério Martins Simões

sinto-me: 1922 - 2006
publicado por poetaromasi às 01:21
link do post | comentar | favorito
|

Todos os poemas escritos e publicados neste blog

da autoria de Rogério Martins Simões,

ou sob pseudónimo, ROMASI,

estão devidamente protegidos pelos direitos de autor.

(Registados no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)






Memórias e poesia de um Beirão

nascido em Maio de 1922.

.Poesia e muita sabedoria de um poeta serrano com 91 anos



Obrigado pela visita ao blog do meu pai,

homem notável, impedido de estudar

por ter ficado órfão de pai e mãe aos 14 anos.

A sua memória é notável

sabe de tudo

é uma casa cheia!

Viva a poesia.

e se a vida não nos conhecer

porque nos esqueceu,

lembremos à vida que existimos e vivemos.

Obriga meu querido pai

por me ter ensinado

a escrever poesia

Seu filho, vosso filho

Rogério Martins Simões



.posts recentes

. Mãe

. SIGA A FESTA (PAMPILHOSA ...

. A ESCOLA NOS ANOS 30 DO S...

. POESIA NO PRATO

. SOL ou SOL DIVINO

. Minha mãe mandou-me à Vil...

. Ramos a minha família da ...

. Perdi-me na floresta

. SAUDADE

. Meu amor deu-me uma rosa

. O OUTEIRO

. Beira Serra

. Fui ao rio apanhar trutas

. ÁGUA DA FONTE

. CONVITE

. Menina da rosa branca

. Papoilas da alma lido por...

. EU VIA O MILHO A CRESCER

. JOAQUIM DE ALMEIDA, natur...

. PARKINSON

. O MONTE

. Recordo mulher aquele dia

. Por caminhos matos e roch...

. FUI VER O MEU LINDO AMOR

. Antunes a minha família d...

. RAMOS - a minha família

. SIMÕES DA PAMPILHOSA DA S...

. SIMÕES da Pampilhosa da S...

. RAMOS a minha família

. ANTUNES

. Eduardo Ramos de Almeida,...

. Sonhos loucos...

. A Moleirinha

. A Montanha recitada por J...

. Maria de Lurdes Simões e ...

. Ti João Barbeiro

. Eternas lembranças

. Minha mãe mandou-me à Vil...

. José Augusto Simões plagi...

. Póvoa e sua gente 1

.arquivos

.pesquisar