DEDICATÓRIA

 

Um Povo só é grande quando tem história.

A Póvoa tem uma bonita história:

a riqueza e a pureza do seu povo.

Este foi o blog que construí para divulgar a tenacidade,

a luta, a inteligência e a honestidade do meu pai.

Graças a Deus ainda está lucidamente activo e vivo!

A sua memória é fantástica.

Amo muito o meu pai e se poeta sou a ele o devo.

José Augusto Simões Faleceu com 94 anos,

nasceu em 20 de Maio de 1922 e faleceu a 17 de Agosto de 2016

Esta é a homenagem e o agradecimento

 que presto a tão grande homem.

Seu filho

Rogério Martins Simões

Domingo, 20 de Maio de 2007

SIGA A FESTA

 

PAMPILHOSA DA SERRA À NOITE

 

 

SIGA A FESTA
Rogério Martins Simões
 
Continuo a pensar que a promoção deste quase abandono das terras do interior – da Beira Serra – foi e é um grave erro político.
Quem conhece a Pampilhosa da Serra sabe que a maior parte da população é constituída por idosos. Quem lá vive, e conheceu o “antigamente”, repara, apesar de algumas melhorias levadas a termo pelas Comissões de Melhoramentos e pela Câmara Municipal, que a juventude tende a “fugir”, como sempre…
 
O desenvolvimento de um turismo “de ar puro”, de “pura água cristalina”, irá ter no futuro um enorme incremento e a Beira Serra tem todas as condições para ser um dos locais preferidos.
Mas um desenvolvimento não se pode fazer sem ter em conta a preservação dos sinais, dos locais, dos vestígios culturais de um povo. Perdoem-me: fico muito triste ao ver casas medievais arrasadas sem intervenção arqueológica. Salvaguardando a existência de carta arqueológica do concelho, que desconheço; considerando as notícias e os documentos históricos que nos dão conta daqueles locais terem sido povoados por povos primitivos uma questão paira na minha cabeça: onde pára o espólio arqueológico do Concelho? Talvez o defeito seja meu – tenho participado desde 1961 em trabalhos arqueológicos medievais e olho os sítios de uma diferente forma.
Talvez me preocupe demasiado… com estes assuntos. Porém, tomem a devida nota: daqui a alguns séculos haverá pelas serras grupos de arqueólogos a procuraram o que indevidamente destruíram, deixaram destruir e irão destruir.
Não se culpe o povo! O povo que não dá valor a cacos velhos partidos.
- Ainda que fosse algum tesouro!?
O maior tesouro da Pampilhosa está no seu povo e nos sinais da sua presença – na sua riqueza cultural que se vai definitivamente arrasando.
Deixando estas considerações o Concelho da Pampilhosa da Serra carece de mais infra-estruturas, de estradas sem curvas a ligar às grandes redes viárias. O Concelho na Pampilhosa da Serra e a Beira Serra apesar de serem o pulmão de Portugal, e fonte quase inesgotável da água que abastece Lisboa e não só, não foi, nem é compensado, bem pelo contrário: é simplesmente votado ao abandono. Mais uma vez lhes digo, virá o dia em que a água terá mais valor que então extinto petróleo e o ar serão disputados pelos povos.
O Lar da Pampilhosa da Serra e a fixação de idosos às suas velhas aldeias é um exemplo a seguir e a fomentar. Existe acompanhamento e assistência no domicílio a idosos que, assim, continuam ligados às suas aldeias. Seguindo esta ideia, sabendo e conhecendo que muitas aldeias já estão abandonadas definitivamente, penso que poderiam ser apoiadas essas aldeias e lugares, criando condições de vida para lá morarem os idosos que quisessem em vez de os colocarem em “silos”. Falo concretamente em habitações - casas individuais ou colectivas com todas as condições. Falo em disporem de equipamentos de lazer, falo em investimento em criação de postos de trabalho.
Dou mais uma vez o exemplo da aldeia onde meu pai nasceu, a PÓVOA. Os idosos que por lá vivem são bem mais felizes que os colocados em lares da terceira idade: Mulheres e homens jogam às cartas na casa do povo, semeiam e cultivam pequenas hortas, próximas de casa e, agora que finalmente o Governo “acordou” para a injusta perseguição aos produtos tradicionais, talvez possam voltar a criar alguns animais para consumo caseiro, como sempre o povo criou.
Talvez volte a “petiscar” uma canja de galinha ou uns torresmos sem serem de “aviário”.
Esta é a mensagem que vos quero deixar, num tempo de festas, num tempo de aldeias e casas cheias. Pena que seja curto e novamente o povo trilhe os caminhos da diáspora. Mas os tempos são de “mudança”! Siga a festa!
Lisboa, 5 de Agosto de 2008
Rogério Martins Simões
 
   


 

PÓVOA

publicado por poetaromasi às 14:13
link do post | comentar | favorito
|

Todos os poemas escritos e publicados neste blog

da autoria de Rogério Martins Simões,

ou sob pseudónimo, ROMASI,

estão devidamente protegidos pelos direitos de autor.

(Registados no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)






Memórias e poesia de um Beirão

nascido em Maio de 1922.

.Poesia e muita sabedoria de um poeta serrano com 91 anos



Obrigado pela visita ao blog do meu pai,

homem notável, impedido de estudar

por ter ficado órfão de pai e mãe aos 14 anos.

A sua memória é notável

sabe de tudo

é uma casa cheia!

Viva a poesia.

e se a vida não nos conhecer

porque nos esqueceu,

lembremos à vida que existimos e vivemos.

Obriga meu querido pai

por me ter ensinado

a escrever poesia

Seu filho, vosso filho

Rogério Martins Simões



.posts recentes

. SIGA A FESTA (PAMPILHOSA ...

. A ESCOLA NOS ANOS 30 DO S...

. POESIA NO PRATO

. SOL ou SOL DIVINO

. Minha mãe mandou-me à Vil...

. Ramos a minha família da ...

. Perdi-me na floresta

. SAUDADE

. Meu amor deu-me uma rosa

. O OUTEIRO

. Beira Serra

. Fui ao rio apanhar trutas

. ÁGUA DA FONTE

. CONVITE

. Menina da rosa branca

. Papoilas da alma lido por...

. EU VIA O MILHO A CRESCER

. JOAQUIM DE ALMEIDA, natur...

. PARKINSON

. O MONTE

. Recordo mulher aquele dia

. Por caminhos matos e roch...

. FUI VER O MEU LINDO AMOR

. Antunes a minha família d...

. RAMOS - a minha família

. SIMÕES DA PAMPILHOSA DA S...

. SIMÕES da Pampilhosa da S...

. RAMOS a minha família

. ANTUNES

. Eduardo Ramos de Almeida,...

. Sonhos loucos...

. A Moleirinha

. A Montanha recitada por J...

. Maria de Lurdes Simões e ...

. Ti João Barbeiro

. Eternas lembranças

. Minha mãe mandou-me à Vil...

. José Augusto Simões plagi...

. Póvoa e sua gente 1

. Jesus

.arquivos

.pesquisar