DEDICATÓRIA

 

Um Povo só é grande quando tem história.

A Póvoa tem uma bonita história:

a riqueza e a pureza do seu povo.

Este foi o blog que construí para divulgar a tenacidade,

a luta, a inteligência e a honestidade do meu pai.

Graças a Deus ainda está lucidamente activo e vivo!

A sua memória é fantástica.

Amo muito o meu pai e se poeta sou a ele o devo.

José Augusto Simões tem 91 anos,

nasceu em 20 de Maio de 1922

Esta é a homenagem e o agradecimento

 que presto a tão grande homem.

Seu filho

Rogério Martins Simões

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2014

ÁGUA DA FONTE

IM024880.JPG

 

 

 

 

ÁGUA DA FONTE

José Augusto Simões

 

Fui buscar água da fonte,

P´ra minha casa levei,

Passei uma velha ponte,

Outro caminho não sei.

 

Deitei-o na cantareira,

No dia seguinte voltei,

Quando cheguei à lareira,

O Cântaro não encontrei.

 

Quem a minha água tirou,

Sabia que ela era minha:

Água e o cântaro levou

Da minha casa velhinha.

 

O cântaro da cantareira,

Eu sei bem quem o levou,

Fez isso por brincadeira,

Mas bem sabe que pecou.

 

Deixou um papel escrito:

- Muito te quero dizer

Sabes bem o que tens dito…

Foste à fonte sem me ver.

Lisboa, 18 de Agosto de 2013

 

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Segunda-feira, 5 de Maio de 2014

CONVITE

 

 

publicado por poetaromasi às 22:17
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Quarta-feira, 26 de Fevereiro de 2014

Menina da rosa branca

 

 

 

(DEGAS)

 

 

MENINA DA ROSA BRANCA

José Augusto Simões

 

Menina da rosa brancaGrandOptical 

Que usas no teu cabelo?

-A rosa a todos encanta

Apanhei-a no Restelo.

 

Essa rosa tão bonita

É igual ao teu andar.

A rosa que tão bem te fica

Lindo coração para amar.

 

Essas palavras de amor

A mim não dizem nada

Agradeço o seu louvor

Não fico apaixonada.

 

Esses teus olhos brilhantes

Com tua face rosada

Fazem parar os galantes

Que te querem p´ra namorada.

 

Podem parar à vontade

A todos digo que não

Ainda não tenho idade

Para dar o meu coração.

 

Todos olham rosa tão bela

Apanhada no Restelo

Muitos a morrer por ela

Quando está no teu cabelo…

 

A rosa do meu cabelo

Ninguém a pode tirar

Apanhei-a no Restelo

Numa noite de luar.

 

Usa a rosa no cabelo,

Não ponha a rosa ao peito:

Podem julgar que és modelo

E roubar-te a rosa e o jeito…

 

Lisboa, 15 de Fevereiro de 2012

(à menina da Rosa Branca da Grandoptical do Colombo)

 

 

 

publicado por poetaromasi às 18:20
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Terça-feira, 12 de Novembro de 2013

Papoilas da alma lido por José SoaresTeixeira

publicado por poetaromasi às 17:56
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Quinta-feira, 31 de Outubro de 2013

EU VIA O MILHO A CRESCER

(Foto de Padre Pedro)

EU VIA O MILHO A CRESCER

José Augusto Simões

 

Quando eu era rapazinho

Via o milho embandeirado

No passal do meu vizinho

Estava o milho bem regado

 

Para ver as espigas crescer

Tinha que ser bem pensado

Pois tudo o que queria ver

Tinha que ser autorizado

 

Eu pedi ao meu vizinho

Homem de meia-idade:

- Podes ir mesmo sozinho

Dou-te toda a liberdade

 

- Para veres as espigas crescer

Só de noite pelo luar

Muitas coisas, tu vais ver:

Terás muito para contar

 

Para vos contar o que via

Cheguei ao milho bem cedo

Vi assim o que queria

Confesso que tive medo

Antes de amanhecer

Ouvi a rã coaxar

Passou a rola a gemer

E o grilo passa a cantar

 

Quando o sol estava a raiar

Chega o coelho sem guinchar

A lebre sem berrar

A perdiz a cacarejar

O pombo a arrulhar

O pardal a chilrear

O melro a assobiar

O rouxinol a trinar

E a cotovia a cantar

 

Depois de tanta alegria

Chegou a águia a gritar

Leva o coelho em agonia

Tudo a fugir e a chorar

 

De triste também chorei

Eu já não via ninguém

Foi assim que acordei

Nos braços de minha mãe

 

Lisboa, 28 de Setembro de 2012

(Poema registado no IGAC, direitos de autor reservados)

publicado por poetaromasi às 18:35
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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013

JOAQUIM DE ALMEIDA, natural da Póvoa - Pampilhosa da Serra - completa hoje 100 anos de idade

JOAQUIM RAMOS, que completa hoje 100 anos.

 

No dia em que o meu primo Joaquim de Almeida completa 100 anos, quero endereçar VOTOS DE PARABÉNS. Que contes muitos, na companhia da tua filha e minha prima Maria Odete.

Votos do teu primo, José Augusto Simões

Deixo aqui um trabalho dos nossos antepassados comuns – Família Antunes -

 

 

 

ANTUNES

A minha família, da Pampilhosa da Serra, do lugar da Póvoa

(autor José Augusto Simões e contributo do seu filho Rogério Martins Simões)

Atualizado em 01-08-2011 19:03:33

 

A família da minha avó paterna, Emília de Jesus Antunes, que casou com meu avô Francisco Simões, da Pampilhosa da Serra, era da Póvoa mas de acordo com os registos teve origem no lugar de Moninho.

 

Os meus tetravôs pais do meu avô BERNARDINO ANTUNES chamavam-se FRANCISCO ANTUNES E MARIA LOPES e eram naturais de Moninho.

A minha bisavó paterna chamava-se MARIA DE ALMEIDA era filha de JOÃO DE ALMEIDA E JOANA MARIA de Moninho e o meu bisavô paterno chamava-se BERNARDINO ANTUNES.

A)    FRANCISCO ANTUNES, casado com MARIA DA CONCEIÇÃO, eram naturais de Moninho. (Desconheço as datas dos nascimentos, supostamente século XVII/ XVIII)

 

B)    FRANCISCO ANTUNES, casado com MARIA LOPES. filho de Francisco Antunes e Maria da Conceição. MARIA LOPES, filha de José Fernandes e Teresa Lopes. Desconheço quantos filhos tiveram, porém já foi localizado e confirmado nos registos o nome do meu bisavô BERNARDINO ANTUNES, casado com MARIA DE ALMEIDA e ainda José Antunes nascido em Moninho no ano de 1811; Francisco Antunes, nascido em Moninho no ano de 1815; António Antunes, nascido em Moninho no ano de 1809; Manuel Antunes, nascido em Moninho no ano de 1814.

 

 

 

C)    BERNARDINO ANTUNES, natural de Moninho, era casado com MARIA DE ALMEIDA, da Póvoa, (pais da minha avó, Emília de Jesus) e tiveram 9 filhos como seguidamente descrevo:

 

  1. ANTÓNIA JOANA ANTUNES, nasceu na Póvoa a 7/1/1854 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658156 minha tia-avó, foi mãe solteira de 4 filhos;
  2. PATROCÍNIA DE JESUS ANTUNES, nasceu na Póvoa a 18/11/1870, minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos; http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3761&FileID=318290
  3. MARIA DE JESUS ANTUNES minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos; 16/12/1851 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658133  
  4. BERNARDINA DE JESUS ANTUNES, minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Nasceu a 6/10/1858 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658201   Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;
  5. Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos e nasceu na Póvoa em 1875
  6. José Joaquim Antunes, meu tio-avô teve 4 filhos e foi para o Brasil;
  7. Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos.
  8. ANTÓNIO ANTUNES, meu tio-avô, faleceu solteiro; nasceu a 1/5/1850 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658110
  9. EMÍLIA DE JESUS ANTUNES, nasceu a 30/10/1861 e faleceu a 14/1/1950, minha avó, teve 7 filhos. http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3760&FileID=318033

 

Passo agora a mencionar alguns dos meus parentes, filhos dos irmãos da minha avó Emília de Jesus Antunes, primos direitos de meu pai António Antunes Simões:

 

ANTÓNIA JOANA ANTUNES minha tia-avó nasceu na Póvoa a 7/1/1854 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658156 minha tia-avó, foi mãe solteira de 4 filhos:

  1. Martinha de Jesus Antunes. Data nascimento 10/11/1873 (mãe Antónia Maria) http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3761&FileID=318368
  2. Rosalina Antunes; (és neto, descendes daqui)
  3. José Maria dos Santos;
  4. Joaquim Maria Antunes, que casou no Braçal.

 

PATROCÍNIA DE JESUS ANTUNES, nasceu na Póvoa a 18/11/1870, minha tia-avó, foi mãe de 3 filhos; http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3761&FileID=318290

  1. Olinda de Jesus Antunes;
  2. Maria dos Santos Antunes;
  3. Preciosa de Jesus Antunes, nasceu na Póvoa a 22/12/1898, filha de José Gonçalves Rito e Patrocínia de Jesus. Neta paterna de Manuel Gonçalves Rito e Francisca Ramos. http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11919&FileID=658776

 

MARIA DE JESUS ANTUNES minha tia-avó, casada com José de almeida e teve 3 filhos:

  1. Francisco de Almeida; nasceu 25/4/1875 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3761&FileID=318414
  2. José de Almeida; nasceu 1878 casou com Maria Ramos
  3. António de Almeida; Data nascimento 5/8/1882 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11907&FileID=658242

 

2. José de Almeida casou com Maria Ramos (Sobral Valado) e tiveram 5 filhos:



2.1 Joaquim de Almeida que nasceu no dia 11/07/1913 e teve 1 filha

2.1.1. Maria Odete Antão

2.2 Décio Ramos de Almeida nasceu em 1917

2.3 Maria da Encarnação Ramos 17/1/1922

2.4 José Maria Ramos de Almeida Ferreiro nasceu 20/05/1925

2.5 António Ramos de Almeida nasceu 19/03/1931

 

 

 

BERNARDINA DE JESUS ANTUNES, Nasceu a 6/10/1858 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658201

minha tia-avó, casou nas Malhadas da Serra e foi mãe de 4 filhos. Desconheço o nome dos seus quatro filhos e apenas conheci alguns netos;

 

Bernardino Antunes, meu tio-avô teve 2 filhos: 1875

  1. Maria Emília Antunes;
  2. José Maria Antunes. (nota: é da família do Pátio do Carrasco, casou com Emília de Jesus Alexandre, de Moninho e sempre foi meu grande amigo).

 

José Joaquim Antunes, meu tio-avô, teve 4 filhos e foi para o Brasil. Apenas sei o nome de dois dos seus filhos:

  1. Sara Antunes;
  2. Eduardo Antunes.

 

Adelino Antunes, meu tio-avô, foi pai de 10 filhos:

  1. Albano Antunes;
  2. Cipriano Antunes;
  3. Francisco Antunes; pai de Eduardo Antunes e avô do Jones
  4. José Antunes (o meu padrinho);
  5. Aníbal Antunes, faleceu solteiro;
  6. António Antunes;
  7. Amália dos Santos Antunes;
  8. Beatriz Antunes;
  9. Eduardo Antunes;
  10. (um menino que faleceu com 4 anos, afilhado de minha mãe).

 

ANTÓNIO ANTUNES, meu tio-avô, faleceu solteiro; nasceu a 1/5/1850 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=11906&FileID=658110

 

 

EMÍLIA DE JESUS ANTUNES, nasceu a 30/10/1861 e faleceu a 14/1/1950 a minha avó paterna teve 7 filhos: http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3760&FileID=318033

  1. António Antunes Simões (meu pai); Nasceu a 24/3/1880 http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3765&FileID=318591  http://193.137.201.198/pesquisa/ImageFullScreen.aspx?DOId=3765&FileID=318592
  2. Aires Augusto Simões;
  3. Albano Antunes Simões; nasceu a 10/7/1894
  4. Maria da Piedade Simões
  5. Maria de Lurdes Simões (a minha madrinha);
  6. Maria da Solidade Simões;
  7. Maria Lusitânia Simões que nasceu na Póvoa;

 

Esta é a minha linhagem por parte dos Antunes. Espero ter contribuído para reescrever, um pouco, a linha parental dos Antunes da Póvoa. E àqueles que ainda podem completar esta minha memória deixa um desafio: completem ou rectifiquem-na.

 

Para finalizar esta parte, vou recordar os nomes dos meus primos direitos e os nomes das minhas irmãs e irmão:

António Antunes Simões, nasceu em Abril de 1881, casou com Maria Ascenção Ramos (meus pais), tiveram 5 filhos:

  1. Maria da Nazaré Simões, nascida a 21 de Abril de 1913 e faleceu a 22 de Janeiro de 1975;
  2. José Maria Simões, nasceu em 1915 e faleceu em 1920;
  3. Laura da Conceição Simões nasceu em 1917 e faleceu nesse ano com 7 meses;
  4. Laura da Conceição Simões nasceu a 4 de Dezembro de 1919 e faleceu em 25 de Abril de 1997;
  5. José Augusto Simões nasceu em 20 de Maio às 5,30 da manhã, mas, por engano, estou registado como tendo nascido em 19 de Maio de 1922.

Aires Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhos:

  1. António de Oliveira Simões, que nasceu em Monforte, Alto Alentejo, no dia 29 de Fevereiro de 1920 e faleceu no dia 2 de Março de 1982;
  2. Ana de Oliveira Simões, nasceu Monforte, Alto Alentejo, em Março de 1922.

Albano Antunes Simões, meu tio, pai de 2 filhas:

  1. Ilda da Silva Simões nasceu em 1914 em Lisboa;
  2. Alzira da Silva Simões, que nasceu em 1920 em Lisboa.

Maria da Piedade Simões, minha tia, mãe de 5 filhos:

  1. António Maria Simões Dias nasceu a 21 de Maio de 1923 e faleceu em 1966;
  2. Aires Simões Dias nasceu em 1925 e faleceu com 2 anos de idade;
  3. Eduardo Simões Dias nasceu a 5 de Novembro de 1927;
  4. Lurdes Simões Dias nasceu o dia 5 de Novembro de 1929;
  5. Maria da Solidade Simões Dias nasceu no dia 1 de Janeiro de 1931.

Maria de Lurdes Simões, minha madrinha e tia, teve 2 filhos:

  1. Artur Simões de Almeida nasceu em 1929 e faleceu com 20 anos de idade;
  2. Fernanda Simões de Almeida Rodrigues nasceu em 1934 e é mãe da médica Dra. Manuela de Almeida Rodrigues;

Maria da Solidade Simões, minha tia, (faleceu em França) teve 1 filho:

  1. José Maria Antunes, que nasceu no dia 19 de Março de 1928 e faleceu em França.

Maria da Lusitânia Simões, minha tia, mãe de 2 filhas:

  1. Maria Luísa Simões;
  2. Dionilde Simões.

 

Em memória da minha mãe Maria Ascensão Ramos

 

José Augusto Simões

2004-02-23

Atualizado em 15-08-2011 18:27:15

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Sábado, 12 de Janeiro de 2013

PARKINSON

publicado por poetaromasi às 21:28
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Domingo, 30 de Setembro de 2012

O MONTE

Tela de Tiago Simões e amiga

O MONTE

José Augusto Simões

 

Subi ao cimo do monte

Para beber água fresquinha

Mas não encontrei a fonte

Fiquei com a sede que tinha

 

Quando descia p´ra estrada

Encontrei uma pastorinha

Com a sua cantarinha

Naquela ponte sentada

 

Assim que entrei na ponte

Ela me disse por graça

- A água da minha fonte

Eu a dou a quem passa

 

Encontrei  assim a menina

Não sabia onde ela andava

Com aquela água fresquinha

Que a minha sede matava

 

Matei a sede que tinha

Com aquela água sagrada

Ao beber da cantarinha

Daquela menina sentada.


Lisboa, 25 de Abril de 2012

O poeta, José augusto Simões, nasceu na Póvoa, Pampilhosa da Serra, em 1922

 

 

 

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Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Recordo mulher aquele dia

Recordo mulher aquele dia

José Augusto Simões

 

 

Recordo mulher aquele dia

Em que o dia nos deu luz

Saudade e muita alegria

Meu coração no teu depus

 

Dei-te a mão, mão na mão

Sentados num banco do jardim

Foi meu, foi teu, o coração

Que ainda brilha em mim

 

A vinte e sete de Abril

Fizemos uma escritura

Que só podia cessar

Na campa da sepultura

 

Quando fomos à igreja

Fizemos um juramento

Quem ama filhos deseja

E foi tão lindo o momento

 

Três filhos que Deus nos deu

Temos os três no coração

São todos bem-educados

Com respeito e posição

 

Hoje já estamos velhos

Mas entendemo-nos bem

Os nossos filhos não esquecem

Os pais que no mundo têm

 

Lisboa 27 de Janeiro de 2007-03-19

publicado por poetaromasi às 20:37
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Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Por caminhos matos e rochedos...

 

 

 

 

POR CAMINHOS MATOS E ROCHEDOS

1)      A escola nos anos 30 do Século XX

José Augusto Simões

 

Por caminhos, mato e rochedo,

Com os livros dentro da sacola,

Que em dias de vendaval metia medo,

Sempre contentes para chegarem à escola.

 

Mais de uma légua era a jornada.

Mas as crianças gostavam de aprender:

Mesmo em dias de chuva e trovoada,

Corriam alegres sem nada temer.

 

Sempre prontos para sair da cama,

Mesmo a chover ninguém os detinha,

Assim levavam toda a semana,

Levando para o almoço: broa e sardinha.

 

Servia de escola uma casa antiga,

Sem eletricidade, água e sanitários,

As crianças chegavam sem qualquer fadiga…

Alegres faziam os seus trabalhos diários…

 

Mais de oitenta alunos, um só professor,

Quatro classes em cinquenta carteiras,

No final da primeira já era conhecedor:

Da matéria da quarta e das três primeiras.

Saída ao meio-dia de saco na mão

Na rua e no terreiro soltavam a asa…

Comem a broa sentados no chão

Os meninos da Vila almoçam em casa…

 

Depressa comem para pular!

A tudo o que vêm eles acham graça.

Inventam maneiras para brincar,

Todas as brincadeiras acabam na praça.

 

À uma hora já estão na escola,

Fazendo os trabalhos e tendo na ideia:

Que às três da tarde pegam na sacola,

Se juntam, e regressam à aldeia.

 

Tudo se passou nos anos trinta do século passado,

Eu era um desses alunos que ia para a escola,

De todo esse tempo estou bem lembrado:

Pudera eu hoje voltar a pegar na sacola…

 

Nunca mais me esqueço dessa escravidão

Descalço, molhado: fui mesmo um bravo

Comia a broa, e sardinha, sentado no chão

Hoje reconheço que era um escravo…

 

Lisboa, 5 de Novembro de 2011

 

 

publicado por poetaromasi às 23:05
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Todos os poemas escritos e publicados neste blog

da autoria de Rogério Martins Simões,

ou sob pseudónimo, ROMASI,

estão devidamente protegidos pelos direitos de autor.

(Registados no Ministério da Cultura

- Inspecção-Geral das Actividades Culturais I.G.A.C. –

Processo n.º 2079/09)








  Catálogo profissional de música independente
Carregue pf PARA DESLIGAR O FUNDO MUSICAL

Memórias e poesia de um Beirão

nascido em Maio de 1922.

.Poesia e muita sabedoria de um poeta serrano com 91 anos



Obrigado pela visita ao blog do meu pai,

homem notável, impedido de estudar

por ter ficado órfão de pai e mãe aos 14 anos.

A sua memória é notável

sabe de tudo

é uma casa cheia!

Viva a poesia.

e se a vida não nos conhecer

porque nos esqueceu,

lembremos à vida que existimos e vivemos.

Obriga meu querido pai

por me ter ensinado

a escrever poesia

Seu filho, vosso filho

Rogério Martins Simões



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